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Jornalista tunisiana Chatha Belhaj Mubarak é liberada após redução da pena

Jornalista tunisiana Chatha Belhaj Mubarak é liberada após redução de pena de cinco para dois anos; saúde deteriorada na prisão, com surdez e câncer detectado

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
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  • A corte de apelação tunisiana determinou a libertação da jornalista Chatha Belhaj Mubarak, presa desde 2023 em um caso de conspiração, após reduzir a pena de prisão.
  • A sentença caiu de cinco para dois anos, tornando-a elegível à liberação imediata, segundo o irmão da jornalista.
  • Belhaj Mubarak foi condenada no processo conhecido como “Instalingo”, que envolveu políticos, figuras da mídia e outras pessoas acusadas de conspiração e crimes financeiros.
  • O irmão afirmou que a saúde da jornalista se deteriorou na prisão, incluindo perda auditiva significativa e diagnóstico de câncer durante a detenção.
  • Autoridades tunisianas dizem que o caso decorre de investigações judiciais sobre crimes financeiros e relacionados à segurança, e rejeitam acusações de motivações políticas feitas por opositores.

Um tribunal de apelação tunisiano ordenou nesta quarta-feira a libertação da jornalista Chatha Belhaj Mubarak, presa desde 2023 em um caso de conspiração, após reduzir a pena. A decisão permite a saída imediata da ré, segundo a família.

A corte reduziu a condenação de cinco anos para dois, tornando-a elegível à liberdade condicional. A informação foi confirmada pelo irmão da jornalista à Reuters.

Belhaj Mubarak foi condenada no que ficou conhecido como o caso “Instalingo”, envolvendo políticos, personalidades da mídia e outros réus acusados de conspiração e crimes financeiros. A jornalista negou as acusações.

“Chatha é livre e está deixando a prisão”, afirmou Amen Belhaj Mubarak. O irmão relatou ainda que a saúde da parente piorou durante o cárcere, com complicações graves, incluindo perda auditiva significativa, além de diagnóstico de câncer na detenção.

As autoridades tunisinas sustentam que o caso resulta de investigações judiciais sobre supostos delitos financeiros e de segurança, rebatendo alegações de grupos de oposição de que as denúncias teriam motivações políticas.

Procuradores tunisianos continuam a conduzir diversos casos de conspiração de alto perfil, envolvendo políticos, jornalistas e ativistas, com várias lideranças da oposição recebendo penas extensas.

Fonte: cobertura de Tarek Amara; edição de Andrew Heavens.

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