- Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso em Karaj, perto de Teerã, durante protestos e tinha execução prevista para quarta-feira.
- A família não recebeu confirmação sobre o estado dele após o prazo, e a visita programada antes da possível execução já havia ocorrido.
- Segundo a Hengaw Organização para Direitos Humanos, Soltani foi privado de defesa jurídica e recebeu a pena de morte quatro dias após a prisão.
- Organizações de direitos humanos dizem que milhares foram presos e há milhares de mortes nos protests que começaram em 28 de dezembro.
- Entidades internacionais pedem que o Irã suspenda execuções de manifestantes, apontando julgamentos rápidos e sem garantias processuais.
Erfan Soltani, de 26 anos, aguardava a execução anunciada para esta semana na cidade de Karaj, ao norte-oeste de Teerã. A família não teve confirmação se ele ainda está vivo após o prazo ter se encerrado sem anúncio oficial. Soltani foi detido na semana passada por participar de protestos.
O julgamento foi acelerado e Soltani recebeu a pena de morte quatro dias após a prisão, segundo organizações de direitos humanos. Ele foi privado de defesa jurídica adequada, conforme relatos da Hengaw, organização com sede na Noruega.
O caso ganha destaque num contexto de repressão a protestos que se espalharam pelo país desde o fim de dezembro, motivados por queda na moeda e demandas por reformas políticas. Grupos de direitos humanos alertam para julgamentos rápidos e execuções arbitrárias.
Segundo HRANA, mais de 18 mil pessoas foram presas e pelo menos 2.571 mortas nos dois últimos meses. As autoridades iranianas têm sido reiteradas vezes criticadas por acelerar processos legais contra manifestantes.
Contexto e reação internacional
Relatórios apontam que o Estado iraniano tem conduzido julgamentos de protestos em prazos muito curtos. Especialistas dizem que isso reduz as chances de defesa plena e de transparência no processo.
Grupos como Amnesty International pedem a suspensão de execuções de Soltani e de outros detentos. As organizações ressaltam o risco de uso de táticas para sufocar a mobilização pública.
A família de Soltani permaneceu em silêncio e disse que a incerteza é angustiante. Eles relatam pouca comunicação com a prisão desde a detenção do jovem.
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