- Ursula von der Leyen viajará ao Brasil na sexta-feira, dia 16, antes de seguir para Assunção, no Paraguai, para assinar o acordo com o Mercosul.
- O presidente Lula foi destacado pela UE como papel crucial no avanço do tratado entre a União Europeia e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
- O acordo elimina boa parte das tarifas, favorecendo exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e queijos, e facilita a entrada de carne, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa.
- Críticos argumentam que o acordo pode afetar o mercado europeu devido a normas de produção menos rígidas; defensores veem diversificação de oportunidades para a UE.
- Após a assinatura, o texto será votado para ratificação pelo Parlamento Europeu; há possibilidade de atraso se houver recurso à Justiça europeia, porém não há impedimento a uma aplicação provisória.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajará ao Brasil na próxima sexta-feira (16), antes de assinar no Paraguai um acordo comercial com o Mercosul. A informação foi anunciada por Bruxelas.
A viagem acontece em meio a um reconhecimento explícito de que o Brasil é um parceiro-chave da União Europeia em comércio, investimentos, clima, democracia e direitos humanos, segundo o anúncio do Conselho Europeu. Von der Leyen viaja ao Rio de Janeiro.
Acompanhando-a estará António Costa, presidente do Conselho Europeu, órgão que representa os 27 países-membros. Do Rio, os dois líderes seguirão para Assunção, capital do Paraguai, onde ocorrerá a assinatura do acordo após mais de 25 anos de negociações.
Assinatura do acordo no Paraguai
O acordo elimina boa parte das tarifas entre as partes e deve facilitar as exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e queijos. Em contrapartida, facilita a entrada de carne, arroz, mel e soja da região na União Europeia.
Críticos do pacto afirmam que produtos sul-americanos, com normas de produção consideradas menos rígidas, podem enfrentar competição mais intensa no mercado europeu. Defensores do acordo argumentam que a medida diversificará as opções comerciais da UE frente à concorrência chinesa e à política tarifária dos EUA.
Próximos passos e ratificação
Após a assinatura, o texto será submetido ao Parlamento Europeu para ratificação nas semanas ou meses seguintes. A votação costuma exigir maioria confirma.
Parlamentares europeus discutirão nos próximos dias a possível impugnação judicial do acordo, o que pode atrasar a ratificação por meses, sem impedir eventual aplicação provisória, conforme informações disponíveis.
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