- Roma adotou o limite de 30 kph no centro histórico a partir desta quinta, reduzindo o anterior limite de 50 kph.
- A medida busca diminuir acidentes e poluição, com autoridades citando que velocidades mais baixas salvam vidas e reduzem a participação de velocidades excessivas em acidentes.
- A decisão acompanha ações de outras capitais europeias como Londres, Bruxelas, Paris e Helsinque, que já adotaram ruas mais devagar e seguras.
- Bologna foi o primeiro grande centro italiano a impor o limite de 30 kph em janeiro de 2024, registrando queda de acidentes e fatalidades no ano seguinte.
- A prefeitura, sob o comando de Roberto Gualtieri, tem aumentado radares e incentivado menos uso do carro particular; a Justiça italiana reconheceu compensação de até 10 mil euros para moradores de áreas congestionadas por ruído e poluição.
Rome adota limite de 30 km/h no centro histórico, entrando em vigor nesta quinta-feira. A medida reduz pela metade o antigo limite de 50 km/h em vias com grande fluxo de moradores, turistas e veículos, buscando reduzir acidentes e poluição.
A prefeitura explica que as vias foram projetadas para automóveis, e agora o objetivo é adaptar a cidade a um trânsito mais seguro. O controle de velocidade é parte de uma estratégia mais ampla para diminuir impactos ambientais e ruídos na área central.
O chefe de transporte de Roma, Eugenio Patane, ressaltou que velocidades mais baixas podem salvar vidas e citou dados locais sobre a relação entre alta velocidade e acidentes na cidade.
Contexto europeu
Vários capitais europeias já reduziram limites de velocidade, entre elas Londres, Bruxelas, Paris e Helsinque, com resultados variados de aceitação pública e impacto nas vias urbanas. Em Bologna, a mudança para 30 km/h, em janeiro de 2024, coincidiu com queda de aproximadamente 13% nos acidentes e redução de fatalidades em torno de 50% no ano seguinte.
Gualtieri, prefeito de Roma, tem priorizado a instalação de câmeras de fiscalização e a redução da dependência de carros particulares desde 2021, diante de preocupações com segurança e emissões.
A decisão também se acompanha de desdobramentos legais: a Suprema Corte italiana reconheceu, em novembro, direito de moradores da via de circulação rápida ao ressarcimento por exposição a ruídos e poluentes. A redução prevista deve ainda reduzir o ruído no centro da cidade em cerca de 2 decibéis, segundo autoridades locais.
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