- Trump diz que o presidente deve ter voz sobre a política do Fed; não planeja demitir Jerome Powell e cita Kevin Hassett e Kevin Warsh como possíveis próximos chair, com anúncio nas próximas semanas.
- Sobre acordo de paz com a Rússia, Trump afirma que Zelenskiy precisa concordar; menciona possível apoio a garantias de segurança por compartilhamento de inteligência e que a Europa deve ajudar; Putin, segundo ele, estaria pronto para um acordo.
- Trump comenta que Maria Corina Machado é uma líder opositora com potencial diálogo, e elogia Delcy Rodríguez; afirma que pretende conversar e visitar a Venezuela no futuro.
- Em relação às eleições de meio mandato, Trump diz que os republicanos devem ter bom desempenho, lembrando que historicamente poucos presidentes vencem esse tipo de pleito.
- Sobre Cuba, o regime seria mais propenso a cair após ações dos Estados Unidos na Venezuela, devido ao fim de financiamento, petróleo e ouro da Venezuela.
O ex-presidente Donald Trump concedeu entrevista à Reuters, abordando temas econômicos, diplomáticos e de política externa. O tom foi de defesa de visão mais assertiva sobre a condução de políticas e negociações internacionais. A conversa ocorreu em tom atual e direto, sem datas exatas divulgadas.
Trump comentou sobre a independência do Federal Reserve e disse acreditar que o presidente deve ter algo a dizer sobre a política monetária. Questionado sobre a permanência de Jerome Powell, afirmou não ter planos de removê-lo. Em relação a alguém que o critica, frisou fidelidade aos aliados.
Sobre a escolha do próximo presidente do Fed, mencionou dois Kevins como opções fortes e indicou que anunciará uma decisão nas próximas semanas. Referia-se ao assessor econômico da Casa Branca Kevin Hassett e ao ex-membro do Fed Kevin Warsh.
Relações com a Ucrânia e Zelenskiy
O ex-presidente afirmou que é necessário convencer o presidente ucraniano Zelenskiy a aceitar um acordo com a Rússia para encerrar o conflito. Questionado sobre garantias de segurança via compartilhamento de inteligência, disse que, se possível, ajudaria, destacando perdas humanas no conflito e o apoio europeu em andamento.
Trump comentou que acredita que Vladimir Putin pode estar disposto a um acordo, enquanto Zelenskiy é visto como a parte menos propícia a aceitar um acordo. Afirmou que a decisão final depende do lado ucraniano, sem explicar detalhes técnicos.
Perspectivas sobre Pahlavi e o Irã
O empresário citou o potencial de Reza Pahlavi, filho do saudoso Xá do Irã, como figura em estudo, admitindo que ainda é cedo para avaliar aceitabilidade interna. Observou não ter discutido ainda com o candidato nem sabe como ele se posicionaria no país.
Sobre a liderança iraniana, disse não saber se o país aceitaria Pahlavi, ressaltando que ainda não houve conversa formal com o interessado. Mantém a postura de observar cenários e avaliar opções.
Venezuela e Delcy Rodríguez
Trump afirmou que pretende manter diálogo com Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, destacando que a conversa deve ocorrer em bases básicas. Sobre a premição Nobel de Machado, disse que não confirmou a entrega de tal prêmio.
O ex-presidente mencionou também uma boa relação com Delcy Rodríguez, atual presidente interina da Venezuela, e indicou a possibilidade de visitas mútuas no futuro próximo.
Meio-termo político e Cuba
No tema das eleições de meio mandato, o ex-presidente observou que o desempenho do partido pode seguir padrões históricos de resultados, citando tendências de reeleição. Em relação a Cuba, comentou que ações militares na Venezuela podem aumentar as chances de queda do regime cubano, devido ao corte de apoio venezuelano.
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