- Sete prisioneiros ligados à Palestine Action encerraram a greve de fome após o governo decidir não conceder à Elbit Systems UK um contrato de £2 bilhões.
- A decisão do Ministério da Defesa foi apresentada como um avanço para as exigências do grupo, que queria o fechamento da empresa envolvida em atividades militares.
- Entre os que encerraram a greve estavam Heba Muraisi (31 anos), Kamran Ahmed (28), Lewie Chiaramello (22) e outros que haviam pausado a greve; Umar Khalid continua a jejum.
- Muraisi foi transferida de volta para a prisão de Bronzefield, em Surrey, e houve uma reunião na sexta-feira entre líderes de saúde prisional e representantes dos grevistas, a pedido do Ministério da Justiça.
- Os ex-grevedores já iniciaram a reidratação e reintrodução de alimentação conforme orientações médicas; o processo de refeed é delicado e requer acompanhamento.
Dois terços de sete prisioneiros ligados ao Palestine Action encerraram a greve de fome após o governo decidir não conceder o contrato de 2 bilhões de libras à Elbit Systems UK. A decisão, anunciada na noite de quarta-feira, encerra um capítulo da campanha contra a empresa de armamentos.
Entre os liberados da greve estão Heba Muraisi, 31 anos, Kamran Ahmed, 28, e Lewie Chiaramello, 22, que tinha diabetes tipo 1. Outros membros que haviam pausado também encerraram a ação. O grupo afirmou que o fim da greve decorre do priori da decisão governamental.
Prisoners for Palestine afirmou que a decisão atende a uma de suas principais demandas, de fechar a Elbit Systems. A ong destacou que a empresa já venceu mais de 10 contratos públicos desde 2012 e citou uma reunião na sexta-feira entre líderes de saúde prisional e representantes dos grevistas, solicitada pelo Ministério da Justiça.
Encerramento da greve
Heba Muraisi foi transferida de volta para a prisão de HMP Bronzefield, em Surrey, após deslocamento anterior para HMP New Hall, em Wakefield. A transferência foi listada como uma das exigências da greve, para manter contato com familiares.
Kamran Ahmed e Lewie Chiaramello também deixaram a greve e retornaram aos regimentos de alimentação normal, segundo o movimento. Teuta Hoxha, Jon Cink, Qesser Zuhrah e Amu Gib, que haviam pausado previamente, também encerraram a ação. A organização afirmou que todos já retomaram a alimentação conforme orientações de saúde.
Condições prisionais e desdobramentos
A ONG informou que houve avanços, como melhorias no tratamento de envio de correspondência e na disponibilidade de materiais sobre Gaza e feminismo, após meses de retenção de correspondência. A organização ressaltou que a greve teve impacto político e midiático no debate sobre prisões associadas a protestos.
Algumas informações indicam que Umar Khalid, 22, que retomou a greve no último sábado, continua a se recusar a comer. A atualização sobre seu estado não foi consolidada pela organização no momento.
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