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Trump questiona capacidade de Reza Pahlavi de angariar apoio no Irã

Trump questiona capacidade de Reza Pahlavi de angariar apoio no Irã, destacando incerteza sobre aceitação interna e possível mudança no regime

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
U.S. President Donald Trump is interviewed by Reuters at the White House
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  • Trump afirmou que Reza Pahlavi parece “muito agradável”, mas não sabe como ele seria aceito para liderar dentro do Irã.
  • Em entrevista exclusiva à Reuters na Sala Oval, o presidente dos EUA disse existir uma possibilidade de queda do governo iraniano e atacou Zelenskiy como entrave a um acordo com a Rússia.
  • Trump disse que o regime teocrático pode enfrentar desfechos, mas que qualquer regime pode falhar e que o período será interessante.
  • O presidente também disse não ter planos de se encontrar com Pahlavi e que, se o Irã aceitasse sua liderança, tudo bem para ele.
  • Ainda, Trump comentaria uma reunião com a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, marcada para quinta-feira, em Washington, e elogiou a presidente interina Delcy Rodríguez.

Donald Trump questionou nesta quarta-feira a capacidade do opositor iraniano Reza Pahlavi de obter apoio dentro do Irã para eventual liderança, dizendo que ele parece simpático, mas duvida de sua aceitação no país. A declaração ocorreu em uma entrevista exclusiva à Reuters no Salão Oval.

Trump mencionou ainda que não está claro se o regime iraniano seria derrubado pela pressão popular, sinalizando que a situação interna pode evoluir de forma incerta. O ex-presidente abriu espaço para a possibilidade de mudanças no Irã, sem afirmar intervene.

O republicano destacou que os protestos contra o governo clerical deixaram milhares de mortos e que Pahlavi, filho do shah deposto em 1979, atua como voz da oposição no exterior. O Irã abriga facções rivais entre monarquistas e outros grupos que dificultam uma frente unificada.

Zelenskiy como entrave a acordo

Trump apontou o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy como principal empecilho para um acordo sobre o conflito com a Rússia, afirmando que a Europa precisa que Zelenskiy aceite um caminho de entendimento. Não comentou compromissos específicos entre as partes.

O ex-presidente afirmou que a pacificação depende de adesão do líder ucraniano às tratativas, sem detalhar condições. A declaração ocorre em um momento de negociações diplomáticas em curso envolvendo Rússia e Ucrânia desde o início da guerra.

Repercussões na política interna

Trump enfatizou que o Partido Republicano precisa permanecer leal aos seus nomes nas nomeações para o Federal Reserve, argumentando que a independência do banco central está em foco. Ele mencionou críticas de repúdio a egressos do governo.

Ele também minimizou críticas de líderes empresariais à intervenção observada na atual gestão econômica, defendendo a sua visão sobre autonomia institucional. O comentário ocorre em meio a discussões sobre políticas monetárias.

Contatos com a oposição venezuelana

O mandatário reiterou que terá encontro na quinta-feira com a líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado no Salão Oval, primeira reunião presencial desde ações contra Nicolas Maduro. Machado foi premiada com o Nobel da Paz no ano anterior.

Trump elogiou Machado como interlocutora, dizendo que a conversa deverá abordar temas básicos de cooperação entre os dois países. Machado ofereceu ao presidente o prêmio Nobel, mas a comissão não admite transferência.

Quadro político e agenda internacional

O presidente interino da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi elogiado por Trump após ter mantido contatos produtivos com o governo dos EUA. A dupla interação faz parte de uma agenda de alinhamento entre Washington e Caracas face a tensões regionais.

As declarações de Trump, dadas em um contexto de fim de mandato, implicam avaliações sobre cenários internacionais, incluindo Irã, Ucrânia e Venezuela, com foco em estabilidade regional e influências externas.

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