- Investigadores anticorrupção teriam acusado Yulia Tymoshenko de organizar um esquema para subornar deputados, incluindo integrantes do partido de Volodymyr Zelenskyy, para enfraquecer o presidente.
- Em operação, os escritórios do partido Pátria foram revirados na noite de terça-feira por Sapo e pela Nabu; Tymoshenko nega as acusações.
- O Partido Pátria possui 25 de 450 cadeiras na Verkhovna Rada (Câmara dos Deputados).
- Investigadores divulgaram relatos de áudio supostamente interceptado em que Tymoshenko orientaria deputados a votar para “quebrar a maioria” pró-Zelenskyy; Tymoshenko afirma que gravações não a envolvem.
- Os atuais desdobramentos ocorrem em meio a investigações sobre corrupção envolvendo figuras do círculo próximo a Zelenskyy e ao mesmo tempo a especulações sobre eleições nacionais.
Yulia Tymoshenko, líder da oposição na Ucrânia, é apontada por investigadores anticorrupção como mentora de um esquema para subornar deputados. Aucura envolve supostos pagamentos para influenciar votações no parlamento.
O caso teve ações de busca e apreensão contra a bancada do partido Pátria, na sede de Tymoshenko, na terça-feira. Oficiais do SAPO e da Nabu conduziram as operações noturnas.
A informação inicial foi compartilhada com a imprensa ucraniana por investigadores; Tymoshenko nega as acusações e pediu esclarecimentos em nota pública. O partido Pátria detém 25 das 450 cadeiras na Verkhovna Rada.
Investigação e desdobramentos
Vídeo divulgado pelos órgãos de fiscalização mostra dinheiro em dólares apreendido durante as diligências, segundo as autoridades. A líder do Pátria afirmou que as ações foram motivadas politicamente e ligadas a especulações sobre eleições.
A oitiva envolve alegações de que Tymoshenko planejou orientar deputados a votar para demitir o chefe da SBU, o ministro da Defesa e o ministro da Transformação Digital, entre outros votantes. Uma suposta conversa interceptada é parte das evidências.
A denúncia ocorre em meio a uma onda de investigações que atingiu figuras do círculo próximo a Zelenskyy, e ao contexto de debate sobre eleições diante de ataques contínuos à infraestrutura energética.
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