- Investigadores anti-corrupção da Ucrânia (NABU) apresentaram acusações de suborno a Tymoshenko por suposto esquema de compra de votos, em Kyiv, no dia 14 de janeiro.
- O NABU afirmou que o esquema envolvia pagamentos antecipados a deputados para orientar votos, demonstrando um mecanismo de cooperação de longo prazo.
- A instituição não identificou Tymoshenko pelo nome, mas uma fonte familiar disse à Reuters que ela é a alvo da investigação.
- Tymoshenko negou as acusações, mas afirmou, em postagem no Facebook, que vai provar sua inocência na Justiça.
- A apuração integra uma campanha anti-corrupção mais ampla, que já revelou esquemas no setor de energia e atingiu autoridades de alto escalão e oposição.
Nações-pressa: investigadores da NABU acusam a ex-primeira ministra Yulia Tymoshenko de suborno, em Kyiv, Ucrânia. A denúncia envolve suposto esquema de compra de votos e integra a atual onda de combate à corrupção no governo. A ação ocorreu nesta quarta-feira, como parte de uma campanha de fiscalização intensa contra a classe dirigente.
A NABU informou que apresentou acusações de suborno a uma chefe de partido de oposição após expor, no mês anterior, vários deputados como integrantes de um esquema sistêmico para receber pagamentos em troca de votos. A identidade de Tymoshenko não foi anunciada pela agência, mas uma fonte familiarizada com o caso confirmou à Reuters que ela é o objeto da investigação.
Tymoshenko negou todas as acusações, sem comentá-las diretamente. Em postagem no Facebook, afirmou que vai esclarecer sua situação na Justiça, mantendo a posição de liderança política com base em seu histórico público.
Plano de suborno não é caso isolado
A NABU descreveu o esquema como uma cooperação regular, com pagamentos adiantados e duração prevista de longo prazo. Segundo a agência, deputados deveriam receber instruções sobre como votar ou, em alguns casos, não votar.
A investigação ocorre em meio a um esforço mais amplo de combate à corrupção no país, visto como essencial para a perspectiva de adesão da Ucrânia à União Europeia. Revelações recentes já marcaram o ritmo da campanha, com outros casos de corrupção envolvendo ministros e parlamentares.
Tymoshenko, figura de destaque na política ucraniana desde as manifestações pró-democracia da Orange Revolution, já ocupou o cargo de primeira-ministra em 2005 e entre 2007 e 2010. Hoje, o seu partido, o Fatherland, possui cerca de duas dezenas de cadeiras no parlamento de 450 assentos.
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