- Aeronaves europeias, como Wizz Air, Lufthansa e British Airways, continuam a evitar o espaço aéreo do Iraque e do Irã, optando por rotas sobre Afeganistão e Ásia Central para reduzir riscos geopolíticos.
- O espaço aéreo iraniano foi reaberto após quase cinco horas de fechamento na quarta-feira, mas várias companhias mantiveram rotas alternativas.
- Mesmo com a reabertura, companhias como Singapore Airlines e TUI seguiram usando caminhos alternativos, segundo o FlightRadar24.
- Nos últimos dois anos, várias aéreas ocidentais alteraram rotas no Oriente Médio, com mais voos sobre o Afeganistão para evitar zonas de conflito.
- Nesta quarta-feira, a Alemanha emitiu uma nova diretriz orientando as companhias alemãs a não entrarem no espaço aéreo iraniano; a Lufthansa redesenhou operações sobre o Oriente Médio.
O que aconteceu: companhias aéreas europeias evitaram o espaço aéreo do Irã e do Iraque mesmo com a reabertura dessas rotas, optando por trajetos sobre o Afeganistão e a Ásia Central para reduzir riscos geopolíticos. O fato ocorreu na quinta-feira, em serviço internacional com sede em Londres.
Quem está envolvido: operadoras como Wizz Air, Lufthansa e British Airways mantiveram rotas alternativas para contornar as áreas de maior tensão, conforme dados de rastreadores de voos. Empresas como Singapore Airlines e TUI também seguiram por rotas alternativas.
Quando e onde aconteceu: a decisão se manteve após a reabertura do espaço aéreo iraniano, que ficou fechado por cerca de cinco horas na quarta-feira devido a temores de ação militar entre EUA e Irã. A reabertura ocorreu antes das medidas de ajuste de rotas adotadas pelas companhias.
Por quê: as transportadoras buscam mitigar riscos associados à instabilidade na região, evitando zonas conflituosas e reduzindo possibilidades de cancelamentos, atrasos e refúgio de combustível em pontos de abastecimento.
Contexto e desdobramentos
A Alemanha emitiu, na quarta-feira, uma nova diretriz para desencorajar o uso do espaço aéreo iraniano, coincidindo com a reorganização de operações da Lufthansa no Oriente Médio. Paralelamente, companhias como Ryanair trabalham com redirecionamentos devido a tensões regionais.
Rotas alternativas vêm se tornando a norma há dois anos, com a preferência por traçados sobre o Afeganistão ganhando espaço, mesmo com a instabilidade contínua na região. A estratégia busca evitar zonas de conflito e reduzir riscos operacionais.
Informações adicionais
Além das citadas, a prática de evitar o espaço aéreo iraniano já era adotada por algumas companhias há tempos, como a Air France. O movimento reflete uma mudança gradual nas rotas de passageiros entre a Europa e a região do Golfo, diante da volatilidade geopolítica. Relatório: agências de rastreamento de voos monitoram as rotas em tempo real.
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