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Etiópia acusa Eritreia de armar rebeldes em escalada de tensões

Polícia etíope apreende 56 mil munições enviadas pela Eritreia a rebeldes na Amhara, elevando tensões e o risco de novo conflito entre os dois países

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Ethiopia hosts the Second Africa Climate Summit (ACS2), in Addis Ababa
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  • A polícia federal da Etiópia informou ter apreendido 56.000 cartuchos de munição enviados pelo governo da Eritreia a rebeldes na região de Amhara, e prendeu dois suspeitos nesta semana.
  • A apreensão eleva a tensão entre os dois países, que já estiveram à beira de conflito e tiveram uma relação conturbada desde a guerra fronteiriça de 1998.
  • A Eritreia não comentou; autoridades de Asmara já negaram ingerência e acusaram Addis Ababa de agressão, com o presidente Isaias Afwerki dizendo que o país não deseja guerra.
  • Isaias Afwerki afirmou, nesta semana, que o partido no poder na Eritreia declarou guerra à Etiópia, em meio a disputas sobre o acesso ao mar.
  • O grupo rebelde Fano, contrário ao governo de Abiy Ahmed, atua na Amhara desde 2023; tropas eritreadas já haviam apoiado a ofensiva na região de Tigray.

A polícia federal da Etiópia informou ter apreendido 56 mil cartuchos de munição enviados pelo Eritreia a rebeldes da região Amhara. A apreensão ocorreu nesta semana, com a prisão de dois suspeitos que teriam participado da operação.

Segundo a polícia, a investigação inicial confirmou que as munições foram remetidas pelo governo de Shabiya, termo usado para se referir ao partido governante eritreu. As autoridades não detalharam como as armas foram entregues até a Amhara.

Autoridades Eritreias não responderam a pedidos de comentário sobre a acusação. O Eritreia sempre negou interferência em assuntos etíopes, enquanto Addis Abeba acusa o país vizinho de agressão em confrontos recentes entre as nações.

Contexto histórico

Isaias Afewerki, presidente de Eritreia, afirmou recentemente que a Etiópia conduz guerra contra o país. Addis Abeba, por sua vez, defende o direito de acesso ao mar e busca solução diplomática para a questão, sem demonstrar intenção de ampliar o conflito.

A relação entre os dois países deteriorou-se após o fim do conflito na região de Tigray, que contou com apoio eritreu a tropas etíopes. Em 2018 houve normalização, premiando o premiê etípe Abiy Ahmed com o Nobel da Paz, mas a cooperação não se manteve estável.

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