- Greenland emerge como linha de frente entre Estados Unidos e Rússia, impulsionada pelo recuo do gelo no Ártico e pelas provocações do presidente americano sobre a possibilidade de tomada da ilha.
- O recuo do gelo do Ártico reduziu a extensão média de gelo nos últimos cinco anos para cerca de 4,6 milhões de quilômetros quadrados, 27% abaixo da média entre 1981 e 2010, abrindo novas rotas comerciais.
- As rotas de navegação árticas ganham viabilidade econômica: rota marítima norte (neste rota, entre Eurásia), passagem norte-oeste pela região canadense e uma rota central pelo Polo Norte; em 2025, o navio Istanbul Bridge percorreu Ningbo a Felixstowe em cerca de vinte dias.
- Houve aumento de tráfego pelo Estreito de Bering, com 665 travessias em 2024, mais de seis vezes o registrado em 2010; as rotas ainda enfrentam riscos com o gelo em recuo.
- Greenland detém minerais críticos, com reservas estimadas em cerca de 1,5 milhão de toneladas de terras raras; grandes depósitos estão em Kvanefjeld e Tanbreez, com interesse internacional e participação da China.
Greenland ganha destaque estratégico à medida que o Ártico ganha espaço com o recuo da calota de gelo, abrindo rotas marítimas e atraindo interesses geopolíticos. O encolhimento das geleiras aumenta a importância da ilha entre EUA e Rússia, aliados da OTAN e potências emergentes.
A possível aquisição ou controle da ilha, suscitados por falas do ex-presidente dos EUA, reacende debates sobre soberania, defesa e presença militar na região. Analistas destacam que o recuo do gelo transforma Greenland em ponto-chave de segurança.
Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas elevam o interesse por minerais estratégicos guardados pela região, incluindo reservas consideráveis de riquezas raras. A exploração depende de avanços tecnológicos, infraestrutura e marcos regulatórios internacionais.
Rotas de navegação no Ártico
O verão ártico permite maior navegação, criando rotas comerciais viáveis que se somam às vias existentes. A passagem norte-nordeste segrega o litoral russo da Ásia, conectando Europa e Ásia de maneira mais direta.
Ao oeste, a passagem noroeste atravessa o arquipélago canadense, com planos de ampliar a viabilidade de rotas centrais no Ártico. Um eixo que cruza o polo norte também está em estudo de longo prazo.
Essa reorganização do mapa comercial pode reduzir distâncias entre Europa e Leste Asiático, com impactos potenciais em custos de frete e dependência de vias como o Canal de Suez. Em 2025, um cargueiro já testou a rota pelo Ártico.
Tensão militar e presença dos EUA
Rotas emergentes elevam a presença militar na região. A base de Pituffik, no noroeste da Groenlândia, abriga sistemas de alerta de mísseis, defesa antimísseis e operações espaciais para os EUA e a Otan.
Relatórios indicam que a Rússia reforça bases militares e infraestrutura antiga na região. A China declarou-se, em termos estratégicos, próxima ao Ártico, ampliando influência nessa geografia.
Pesquisadores destacam que Finlandês, Suecos e outros países nórdicos alteraram o cenário de segurança com a ampliação da cooperação e o aumento da atividade de frota de gelo. A presença de icebreakers é citada entre as medidas de defesa.
Interesses em minerais críticos
Greenland detém reservas significativas de minerais raros, estimadas como entre as maiores do mundo, segundo estudos oficiais. Projetos de Kvanefjeld e Tanbreez concentram interesse estrangeiro, com participação de empresas globais.
A distribuição de participação inclui investimentos estrangeiros em ativos minerais, refletindo o interesse de países interessados em suprir demanda de tecnologia, defesa e indústria de alto valor agregado.
A exploração depende de condições de acesso à terra, clima e capacidade de mineração, além de acordos diplomáticos que assegurem licenças, royalties e impactos ambientais.
Perspectivas e riscos
As mudanças climáticas ampliam as possibilidades logísticas e minerais, mas também elevam riscos de operações, como condições de gelo imprevisíveis e desafios de infraestrutura. Especialistas ressaltam a necessidade de governança clara e cooperação internacional.
A pauta envolve defesa, comércio e meio ambiente, exigindo equilíbrio entre segurança nacional, liberalização de rotas e proteção ambiental. O cenário permanece dinâmico e sujeito a evoluções políticas.
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