- O Kremlim disse concordar com o presidente dos EUA, Donald Trump, de que Zelenskiy, e não a Rússia, estaria atrasando um possível acordo de paz na Ucrânia.
- Trump afirmou a Reuters que Putin estaria pronto para um acordo, e que a Ucrânia seria menos receptiva; o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou o alinhamento com Trump.
- A Rússia controla cerca de uma quinta parte da Ucrânia, incluindo a Crimeia, que anexou em dois mil e quatorze; Moscou quer retirada de tropas de partes da região de Donetsk.
- A Ucrânia, que não aceita ceder território, tem as negociações centradas em garantias de segurança pós-guerra promovidas pelos EUA, com propostas de zona econômica livre caso recuem as tropas.
- Peskov afirmou que Moscou receberia os enviados de Trump, Steve Witkoff, e Jared Kushner, para novas conversas sobre a Ucrânia assim que houver data para a visita.
O Kremlin afirmou ver com bons olhos a avaliação do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de que não é a Rússia, mas a Ucrânia que atrasa um possível acordo de paz para encerrar o conflito na Ucrânia. A declaração foi feita nesta quinta-feira, em Moscou.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que concordava com Trump, ao reiterar que a posição russa permanece aberta a negociações. Segundo ele, Putin e a parte russa já conhecem a linha de negociação apresentada pelos Estados Unidos.
A análise contrasta com a visão de aliados europeus, que acreditam que Moscou busca ampliar ganhos territoriais e evitar sanções ocidentais. A Ucrânia mantém posição de não ceder território e de cessar as hostilidades apenas à frente de atuais linhas de frente.
A comutação sobre o andamento das negociações envolve propostas como garantias de segurança para um Ucrânia pós-conflito, com foco em zonas econômicas livres para estimular diálogo, segundo relatos de ontem. Autoridades ocidentais têm ressalvas sobre a aceitação de termos.
Peskov sinalizou disponibilidade para futuras conversas com representantes de Trump, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, desde que haja acordo sobre a data da visita ao Kremlin. A reunião dependeria de agendas mútuas entre as partes.
Fonte: Reuters
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