- Macron convocou reunião de crise do conselho de defesa em Paris para discutir a possível aquisição da Groenlândia pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e a repressão aos protestos no Irã.
- O primeiro grupo de militares franceses já está a caminho da Groenlândia para participar de exercícios organizados pela Dinamarca e pela Groenlândia.
- A reunião de crise começaria às 07h00 GMT e foi confirmada por um funcionário francês; a AFP adiantou a informação.
- Nações aliadas, como Alemanha, Noruega e Suécia, começaram a enviar tropas à Groenlândia em apoio a Copenhague e Nuuk.
- França participará dos exercícios conjuntos na Groenlândia a pedido da Dinamarca; outros militares franceses devem seguir.
Em Paris, o presidente Emmanuel Macron convocou nesta quinta-feira um gabinete de defesa de caráter emergencial para discutir dois temas de atuação internacional: a suposta intenção do presidente dos EUA, Donald Trump, de adquirir Groenlândia e a repressão às revoltas no Irã.
O encontro ocorreu com a participação de autoridades francesas, devendo começar às 07h00 GMT, segundo confirmação de um funcionário do governo. A informação também foi publicada pela agência AFP.
Na véspera, Macron comunicou, via X, que o primeiro grupo de militares franceses já segue para Groenlândia para participar de exercícios organizados pela Dinamarca e pela Groenlândia, território ultramarino dinamarquês.
Na prática, governos aliados, incluindo Alemanha, Noruega e Suécia, já iniciaram o envio de tropas para Groenlândia como demonstração de apoio a Copenhague e Nuuk, diante das negociações entre Washington, Copenhagen e Nuuk sobre o futuro da ilha.
Macron indicou, em mensagem publicada, que a decisão de participação francesa nos exercícios foi tomada a pedido da Dinamarca e que outras unidades militares deverão seguir, com foco em ambientes frios e montanhosos.
A reunião surge em meio a diferenças entre Washington, Copenhagen e Nuuk quanto à condução de futuras cooperações militares e estratégicas na região do Ártico, além de tensões diplomáticas associadas aos desdobramentos na Groenlândia.
Mais tarde, Macron deve proferir um discurso de Ano Novo às forças armadas, conforme agenda oficial, reforçando o compromisso francês com parcerias internacionais em cenários de alta exigência operacional.
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