- Turquia é contrária a intervenção militar na Iran e sua prioridade é evitar desestabilização no país, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan.
- Fidan disse que Teerã enfrenta a pior repressão interna e que Ancara busca soluções por meio do diálogo.
- O ministro informou que houve contatos com o chanceler iraniano Abbas Araqchi e com autoridades dos Estados Unidos para reduzir as tensões regionais.
- Ancara não apoia violência entre Teerã, Israel ou EUA e quer que Irã e EUA encontrem uma solução pacífica para o conflito.
- Não houve decisão presidencial dos EUA que leve a Turquia a considerar medidas, como a tarifa de 25% para países que negociam com o Irã.
Turkey se opõe a intervenção militar no Irã e prioriza evitar desestabilização, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, nesta quinta-feira, em meio a repressores protestos no Irã.
Fidan recebeu repetidas ligações com o colega iraniano Abbas Araqchi para enfatizar a necessidade de diálogo e resolução das tensões regionais. Segundo uma fonte diplomática turca, Ancara também mantém contatos com autoridades dos EUA, já que comunicações diretas entre Teerã e Washington estavam suspensas.
Em coletiva de imprensa em Istambul, o chanceler destacou que a Turquia defenderá esforços diplomáticos para solucionar o conflito e que não apoia o uso da força contra o Irã. O país busca evitar qualquer cenário de desestabilização na região.
Contexto regional
Fidan reiterou que não houve decisão presidencial norte-americana que exigisse avaliar medidas contra o Irã envolvendo a Turquia. O Irã enfrenta o que descreve como maior movimento de contestação interna desde a Revolução de 1979, com repressão e impactos na economia.
A declaração acontece enquanto Teerã alerta que poderia retaliar bases norte-americanas caso Washington interceda militarmente. O governo iraniano também advertiu vizinhos sobre novas ações se houver hostilidades.
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