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Turquia rejeita intervenção militar no Irã; prioridade é evitar desestabilização

Ankara se opõe a intervenção militar no Irã; prioridade é evitar a desestabilização da região, afirma o ministro Hakan Fidan

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Turkish Foreign Minister Hakan Fidan speaks during a press conference in Istanbul, Turkey, January 15, 2026. REUTERS/Umit Bektas
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  • Turquia é contrária a intervenção militar na Iran e sua prioridade é evitar desestabilização no país, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan.
  • Fidan disse que Teerã enfrenta a pior repressão interna e que Ancara busca soluções por meio do diálogo.
  • O ministro informou que houve contatos com o chanceler iraniano Abbas Araqchi e com autoridades dos Estados Unidos para reduzir as tensões regionais.
  • Ancara não apoia violência entre Teerã, Israel ou EUA e quer que Irã e EUA encontrem uma solução pacífica para o conflito.
  • Não houve decisão presidencial dos EUA que leve a Turquia a considerar medidas, como a tarifa de 25% para países que negociam com o Irã.

Turkey se opõe a intervenção militar no Irã e prioriza evitar desestabilização, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, nesta quinta-feira, em meio a repressores protestos no Irã.

Fidan recebeu repetidas ligações com o colega iraniano Abbas Araqchi para enfatizar a necessidade de diálogo e resolução das tensões regionais. Segundo uma fonte diplomática turca, Ancara também mantém contatos com autoridades dos EUA, já que comunicações diretas entre Teerã e Washington estavam suspensas.

Em coletiva de imprensa em Istambul, o chanceler destacou que a Turquia defenderá esforços diplomáticos para solucionar o conflito e que não apoia o uso da força contra o Irã. O país busca evitar qualquer cenário de desestabilização na região.

Contexto regional

Fidan reiterou que não houve decisão presidencial norte-americana que exigisse avaliar medidas contra o Irã envolvendo a Turquia. O Irã enfrenta o que descreve como maior movimento de contestação interna desde a Revolução de 1979, com repressão e impactos na economia.

A declaração acontece enquanto Teerã alerta que poderia retaliar bases norte-americanas caso Washington interceda militarmente. O governo iraniano também advertiu vizinhos sobre novas ações se houver hostilidades.

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