- Reza Pahlavi, filho do ex‑rei shah, afirmou estar “unicamente posicionado” para liderar um governo de transição em um Irã pós‑islâmico, após semanas de protestos que deixaram milhares de mortos.
- Em Washington, ele pediu intervenção internacional direcionada para enfraquecer a liderança do regime, dizendo que a sociedade civil precisa de apoio para acelerar o colapso, sem “boots on the ground.”
- Alega que treze mil manifestantes teriam sido mortos em quarenta e oito horas de crackdown; organizações de direitos humanos estimatem números menores, ainda assim altos.
- Disse ter um plano abrangente de transição, com referendos para definir o formato do governo, sem excluir a possibilidade de restauração monárquica.
- Afirmou que grandes setores das Forças de Segurança já recusaram atirar e demonstraram lealdade a ele; afirmou que o regime cairá, com ou sem ajuda internacional.
Reza Pahlavi, filho do ex-monarca pró-ocidental do Irã, afirmou estar em posição única para chefiar um governo de transição no país, sugerindo o fim do regime islâmico. A declaração ocorreu após semanas de protestos sistemáticos que deixaram milhares de mortos devido à repressão das forças de segurança.
O movimento de oposição ganhou força nas últimas semanas, com manifestações que se intensificaram desde o fim de dezembro. Embora Pahlavi não tenha vivido no Irã desde 1979, ele disse possuir um papel central em uma transição ordenada e pediu apoio internacional.
Pahlavi argumentou que o regime está destinado a ruir com ou sem intervenção externa e pediu intervenção internacional direcionada, principalmente contra a cúpula da Guarda Revolucionária, para proteger vidas e amplificar as vozes de manifestantes. Ele também sugeriu que a queda do regime seria acelerada com ações concretas.
Contexto internacional e críticas internas
A escalada de violência tem sido amplamente reportada por organizações de direitos humanos, que apontam números de mortos na casa das milhares, com variações entre as fontes. O discurso de Pahlavi enfrenta ceticismo sobre seu apoio popular e sobre a viabilidade de um retorno monarchista.
Pahlavi afirmou que a população tem ações decisivas no terreno e que a comunidade internacional poderia contribuir sem enviar tropas. Ele descreveu uma transição que incluiria referendos para definir o formato do governo sucessor, sem excluir a possibilidade de restauração monárquica.
Ele também indicou que parte das forças de segurança já estaria se afastando das ordens de repressão, sugerindo lealdades silenciosas ao líder da oposição. O discurso reforçou a ideia de uma conexão duradoura entre ele e o povo iraniano, cultivada ao longo da vida.
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