- O ministro grego dos Negócios Estrangeiros, George Gerapetritis, disse que Atenas pretende ampliar suas águas territoriais, possivelmente no mar Egeu.
- A Turquia já deixou claro que poderia declarar guerra se a Grécia expandisse as águas além de seis milhas náuticas no Egeu; Ancara não comentou imediatamente.
- A Grécia já estendeu as águas territoriais no mar Jônio para doze milhas e assinou acordo de delimitação com o Egito no Mediterrâneo oriental.
- Gerapetritis afirmou que a extensão adicional deve ocorrer, seguindo acordos existentes, mas não especificou áreas possíveis.
- Em julho, Atenas revelou limites de parques marinhos no Jônio e no Egeu, gerando objeções de Ancara; a principal pauta com a Turquia é a demarcação das zonas marítimas.
Grecia planeja ampliar ainda mais suas águas territoriais, incluindo potencialmente o Mar Egeu, afirmou o ministro das Relações Exteriores George Gerapetritis nesta sexta-feira. A medida ocorre apesar da ameaça antiga de Turquia de recorrer à guerra caso Atenas adote esse passo.
Os dois aliados da Otan mantêm tensões sobre onde começam e terminam as plataformas continentais no Egeu, região com potencial energético e impactos em sobrevoos e espaço aéreo. Atenas já expandiu as águas no Jônico para 12 milhas náuticas, após acordo com Itália.
Gerapetritis disse ao parlamento que a ampliação é esperada, sem detalhar as áreas específicas que podem ser estendidas. Ele citou acordos com Egito e Itália como precedentes para novas expansões, ampliando a soberania grega no mar.
Turquia ainda não comentou oficialmente o tema. Ankara tem se oposto veementemente a qualquer extensão não acordada no Egeu, argumentando que viola o direito internacional. O caso permanece uma linha sensível na relação bilateral.
Em julho, Atenas também revelou as fronteiras de dois parques marinhos no Ioniano e no Egeu, com o parque do Egeu destinados a abranger áreas ao sul das ilhas do Dodecaneso, o que gerou objeções de Ancara.
Greece sustenta que a única questão a discutir com a Turquia é a demarcação das zonas marítimas, incluindo plataforma continental e zona econômica exclusiva. As negociações seguem com foco na delimitação, não em unilateralidades.
Contexto recente aponta que Atenas vem firmando acordos bilaterais de delimitação com países vizinhos, o que molda a postura de segurança e o potencial uso econômico das áreas marítimas. As autoridades gregas mantêm a linha de negociação.
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