- Pesquisa do KIIS indica que 54% dos ucranianos rejeitam categoricamente retirar tropas da parte de Donbas ainda sob controle de Kyiv, em troca de garantias de segurança europeias e americanas.
- 39% disseram que aceitariam, ainda que de forma relutante, o recuo na região.
- O levantamento foi feito no início de janeiro, com 601 entrevistados em território controlado pela Ucrânia.
- Mesmo com garantias, 70% não acreditam que as negociações atuais levem a uma paz duradoura.
- Além disso, 57% acreditam que a Rússia atacaria novamente caso haja cessar-fogo nas linhas atuais.
A maioria dos ucranianos rejeita fortemente a ideia de retirar tropas de parte da região de Donbass sob controle de Kyiv em troca de garantias de segurança europeias e americanas, aponta pesquisa divulgada nesta sexta-feira. O levantamento foi feito na zona sob domínio de Kyiv, no leste do país.
Segundo o KIIS, 54% dos entrevistados disseram não apoiar a retirada em troca de garantias de aliados. Já 39% afirmaram que aceitariam, de maneira relutante, esse caminho. O estudo foi realizado no início de janeiro com 601 pessoas.
Anton Hrushetskyi, diretor executivo do KIIS, explicou que o apoio depende de garantias de segurança robustas. Caso as garantias sejam inferiores ao esperado, a aprovação tende a cair ainda mais.
A pesquisa também aponta desconfiança em relação à possibilidade de paz duradoura. Quase 70% duvidam de que as negociações atuais resultem em cessar-fogo estável. Setenta e três por cento avaliam negativamente a situação de segurança no momento.
Dados mostram que, em caso de novo ataque russo após um cessar-fogo, 57% acreditam que haveria violação. Mesmo com garantias, 40% duvidam de apoio dos EUA diante de uma invasão renovada, e 39% acreditam que haveria apoio.
A Ucrânia continua pressionada pela comunidade internacional a aceitar um acordo, mas insiste em garantias juridicamente vinculantes para impedir nova agressão. Moscou tem mantido posição rígida sobre suas demandas.
O contexto atual envolve danos à infraestrutura energética e cortes de energia, agravados pelo inverno. Países ocidentais acompanham as negociações com cautela, buscando equilíbrio entre segurança e viabilidade de um acordo duradouro.
A reportagem é de Yuliia Dysa, com edição de Kevin Liffey.
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