- Cerca de quatrocentos moderadores em Londres foram demitidos antes do Natal, em um processo iniciado uma semana antes da votação para formar um sindicato.
- A ação legal alega demissão injusta e violação de leis sindicais, com a queixa apresentada a um tribunal trabalhista em nome de três ex-funcionários.
- TikTok afirma que as demissões integram uma reestruturação global, com mais uso de inteligência artificial para moderar conteúdo, e que 91% de conteúdos transgredidos são removidos automaticamente.
- A União dos Trabalhadores de Comunicações (CWU) e a organização Foxglove defendem que a empresa busca enfraquecer o sindicato, destacando os riscos aos moderadores responsáveis por conteúdos extremistas e violentos.
- A empresa afirma que a IA reduziu a exposição dos moderadores a conteúdo gráfico em setenta e seis por cento no último ano.
Moderadores do TikTok no Reino Unido iniciaram ação legal após alegações de demissão injusta e ataque à organização sindical. Aproximadamente 400 trabalhadores foram desligados em Londres pouco antes de uma votação sobre formação de um sindicato.
A iniciativa de demissão ocorreu no período que antecedeu a consulta prevista para a criação de uma unidade de negociação coletiva. O objetivo era proteger moderadores que checam conteúdos violentos e de exploração infantil, tarefas consideradas de alto risco e baixa remuneração.
A ação foi apresentada a um tribunal de trabalho em nome de três ex-funcionários, com a União de Trabalhadores da Comunicação (CWU) apoiando cerca de 250 dos afetados. A CWU descreveu o movimento como uma prática de inibição sindical por parte da empresa.
A TikTok afirma que as demissões integram um redesenho global de operações, com foco em reorganizar funções de confiança e segurança. A empresa alega que as mudanças acompanham avanços tecnológicos para aprimorar a segurança dos usuários.
O caso remonta a agosto de 2025, quando a diretoria já planejava uma votação de centenas de moderadores e agentes de garantia de qualidade da equipe de confiança e segurança. Segundo a alegação, a reestruturação criou risco de redundância para integrantes da futura unidade.
Críticos, representados pela Foxglove, apontam que a demissão de trabalhadores de segurança essencial coloca em risco o conteúdo exposto aos usuários. A organização não governamental ressaltou que a prioridade da empresa estaria na atuação anti-sindicatos, em detrimento da proteção dos usuários e do bem-estar dos moderadores.
A TikTok sustenta que o uso crescente de IA reduziu em 76% a exposição dos moderadores a conteúdos gráficos no último ano. A defesa argumenta que a tecnologia ajuda a manter padrões de conformidade e segurança para a base de 30 milhões de usuários mensais no país.
Especialistas jurídicos destacam a importância do caso para demonstrar como trabalhadores podem se organizar mesmo diante de grandes empresas de tecnologia. O escritório Leigh Day, responsável pela defesa, reforçou que ações coletivas revelam impactos reais das políticas de custo em segurança pública.
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