- Forças do governo sírio avançam no nordeste do país, em direção a Raqqa e Hasakah, regiões controladas pela administração curda apoiada pelos EUA.
- O exército sírio assumiu os principais campos de petróleo e gás de Deir al-Zor, no leste do Eufrates, fortalecendo o controle sobre recursos da região.
- Avanço ocorreu com apoio de combatentes tribais árabes, atingindo território a leste do Eufrates por mais de 150 quilômetros, desde Baghouz até cidades como al-Shuhail e Busayra.
- Nay da Raqqa, o exército entrou em Tabqa e na barragem associada, com os confrontos ocorrendo próximo à área da barragem, segundo autoridades curdas.
- Diplomacia e reações internacionais: EUA pedem desescalada; França e outros aliados expressaram preocupação com a ofensiva e a situação entre árabes e curdos.
Syrian government troops avançam pelo nordeste do país, controlado até então pela administração curdo‑autônoma apoiada pelos EUA. O objetivo é chegar a Raqqa e Hasakah, segundo autoridades sírias e fontes de segurança.
Os militares do governo já tomaram os campos de petróleo e gás de Deir al-Zor ao leste do rio Eufrates, uma fonte de receita para as forças lideradas pelos curdos. O avanço representa golpe relevante para o grupo.
O presidente sírio, Ahmed al‑Sharaa, disse na semana passada que não é aceitável que uma milícia controle grande parte do país e seus recursos. Washington busca desescalada nas negociações entre as partes.
O enviado dos EUA, Tom Barrack, reuniu‑se com líderes curdos em Erbil e agora negocia com Sharaa em Damasco sobre os desdobramentos, indicam fontes do governo. Washington tenta equilibrar apoio aos curdos e controle central.
A ofensiva ocorre enquanto o Exército avança para áreas predominantemente árabes. Relatos indicam que tribos árabes contribuíram para as incursões, ampliando o terreno dominado pelo governo.
De acordo com autoridades, o avanço percorre mais de 150 km ao longo da margem leste do Eufrates, desde Baghouz até al‑Shuhail e Busayra, aproximando‑se de áreas chave da província.
O governo afirma ter tomado a maior parte de Deir al‑Zor, principal região produtora de petróleo e trigo do país. A meta é alcançar Raqqa, alvo anterior da coalizão OSD‑SDF contra o Estado Islâmico.
Pelo lado curdo, a administração autônoma sustenta que não busca separação, mas descentralização. A ofensiva, porém, provoca desgaste entre árabes e curdos e desaloja parte da presença das forças curdas na área.
Late no fim de semana, as tropas governamentais também tomaram a cidade de Tabqa e a represa adjacente, além da Represa da Liberdade (antiga Represa Baath), a oeste de Raqqa. Fala‑se em resistência na região da represa.
Desdobramentos diplomáticos
França afirmou ter expressado preocupação a Sharaa sobre a ofensiva. Macron disse ter conversado com o presidente sírio para buscar a suspensão das ações e evitar maior escalonamento.
As forças do governo confrontam resistência de setores curdos e de milícias aliadas aos curdos. Relações entre Damasco e Erbil permanecem tensas enquanto os dois lados divergem sobre o futuro político da região.
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