- Irmãos Batista, controladores da JBS, estão de olho num projeto de petróleo venezuelano de um bilhão de barris, que pode se beneficiar com a retomada do setor no país.
- A Fluxus, empresa de petróleo dos Batista, pode se integrar a esse ou a outros desenvolvimentos; a J&F afirmou não possuir ativos na Venezuela, mas monitora a situação para investir quando houver estabilidade.
- O Petrolera Roraima tem participação majoritária da Petróleos de Venezuela (PDVSA), com 51%, e 49% pertencem à A&B Investments; a produção subiu a 32 mil barris por dia entre junho e outubro, mas recuou desde o início das sanções dos EUA.
- Joesley Batista tem atuado como figura-chave na transição pós-Maduro, inclusive em reuniões com autoridades venezuelanas e com o governo dos Estados Unidos, mantendo perspectivas de investimentos estrangeiros no setor de petróleo e gás.
- Os Batista já tinham laços anteriores com a Venezuela, incluindo contrato de US$ 2,1 bilhões para fornecimento de carne durante período de crise, facilitado por figuras próximas ao governo.
Os irmãos Batista estudam um projeto de petróleo na Venezuela, que pode alcançar um potencial de um bilhão de barris, segundo fontes próximas à Bloomberg News. O objetivo é aproveitar a retomada do setor energético venezuelano, alinhada aos EUA.
A participação de um sócio da família na Petrolera Roraima é citada como caminho para a atuação no campo. Antes da destituição de Maduro, houve indicação de participação em ativos da ConocoPhillipps, segundo as mesmas fontes. Fluxus, empresa petrolífera ligada aos Batista, pode integrar o projeto.
A holding J&F afirmou não possuir ativos na Venezuela, mas monitora o andamento do cenário para possível investimento. Em declaração por e-mail, a empresa sinalizou que avaliaria oportunidades apenas com estabilidade institucional e jurídica.
Contexto regulatório e impactos setoriais
Joesley e Wesley Batista fortalecem ligações com diferentes setores da economia venezuelana, com foco também em áreas de mineração e infraestrutura elétrica. O movimento ocorre em meio a sanções e mudanças no governo desde a saída de Maduro.
Desde 2024, a PDVSA detém participação majoritária em petrolera que recebeu direitos de exploração por 25 anos, com participação de 51% da estatal e 49% da A&B Investments, ligada a Jorge Silva Cardona, parceiro dos Batista.
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