- O presidente dos EUA, Donald Trump, convidou cerca de 60 nações para integrar o “Board of Peace”, inicialmente para lidar com o conflito de Gaza, com possível expansão para outros conflitos.
- A reação internacional foi cautelosa; apenas a Hungria aceitou de forma inequívoca, enquanto outros governos pedem mais detalhes e temem impactos sobre o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).
- O mandato do Board of Peace entraria em vigor com Trump presidindo o grupo por toda a vida; membros teriam mandatos de três anos, com possibilidade de tornar-se permanente mediante contribuição financeira de 1 bilhão de dólares.
- O plano tem gerado preocupações de que poderia enfraquecer a ONU, que vê a carta e o “capítulo” como abrindo caminho para um organismo internacional mais ágil, mas sem substituir as estruturas da ONU.
- O conjunto inicial de nomes inclui autoridades de alto escalão, como o secretário de Estado dos EUA, Steve Witkoff, Tony Blair e Jared Kushner, além de um Conselho Executivo de Gaza composto por 11 membros.
O governo dos EUA recebeu reação cautelosa à iniciativa de Donald Trump, o chamado Board of Peace, destinado a resolver conflitos globalmente. A carta convoca cerca de 60 países e começou a chegar a capitais europeias no fim de semana.
Segundo o documento visto pela Reuters, o Board seria presidido por Trump por toda a vida e começaria pela situação em Gaza, com expansão para outros conflitos. Membros teriam mandato de três anos, com a possibilidade de permanência mediante contribuição financeira de US$ 1 bilhão.
O White House afirmou, em postagem, que o objetivo é selecionar parceiros que demonstrem compromisso com paz, segurança e prosperidade. Diversos chefes de governo comentaram, mas ainda com dúvidas sobre o papel da ONU.
Reações e dúvidas
A chanceler de Meloni disse que a Itália está pronta para colaborar, mas não ficou claro se o apoio envolve Gaza ou a iniciativa como um todo. O Canadá afirmou ter aceitado, em princípio, o Board para Gaza, com detalhes ainda em debate.
A ONU reforçou que é a única instituição com legitimidade para reunir todas as nações. Uma autoridade da organização alertou para riscos de enfraquecimento se o Board avançar sem consenso multilateral.
O plano também prevê um “Gaza Executive Board” de 11 membros para apoiar o corpo technocrático, com nomes como o ministro turco Hakan Fidan e a negociadora Sigrid Kaag. A composição gerou ceticismo em parte da comunidade internacional.
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