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Chefe eleitoral da Ucrânia alerta contra voto apressado após a guerra

Chefe da Comissão Eleitoral afirma que eleições pós-guerra exigem tempo, com registro de eleitores desatualizado, infraestrutura destruída e milhões de deslocados

Oleh Didenko, the chairman of the Ukraine's Central Election Commission, speaks during an interview with Reuters, amid Russia's attack on Ukraine, in Kyiv, Ukraine January 14, 2026. REUTERS/Yuliia Dysa
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  • O chefe da Comissão Central de Eleições da Ucrânia avisou que organizar as primeiras eleições desde a invasão exige tempo, devido à infraestrutura destruída e a milhões de deslocados.
  • Atualizar o registro de eleitores e preparar o voto são tarefas complexas, com mudanças legais em estudo para permitir eleições no pós-guerra.
  • Um cessar-fogo e condições seguras para os eleitores são pré-requisitos essenciais, segundo Oleh Didenko.
  • Existem cerca de 5,8 milhões de refugiados ucranianos no exterior; ainda não há uma estimativa final de eleitores no exterior.
  • Mais de 2 mil dos 30 mil locais de votação foram destruídos ou danificados, principalmente no leste; a comissão considera abrir urnas fora de embaixadas e consulados como solução viável.

O chefe da Comissão Central Eleitoral da Ucrânia alerta para a necessidade de não apressar a votaçao pós-guerra. Kyiv/Nova informação, 19 de janeiro. A primeira eleição desde a invasão russa enfrenta enormes dificuldades logísticas, com infraestrutura danificada e milhões de deslocados.

Oleh Didenko afirmou à Reuters que atualizar o registro de eleitores e preparar o pleito levará tempo. O órgão não poderá realizar ajustes rápidos diante do cenário atual, marcado por migração e danos em infraestrutura.

Desafios logísticos

Para garantir uma votação, é necessário um cessar-fogo e condições de segurança. O registro de eleitores também precisa refletir mudanças provocadas pela guerra, inclusive deslocamentos no país.

A Ucrânia realizou eleições pela última vez em 2019. O mandato de Zelenskiy expirou no ano passado e a legitimidade tem sido questionada por Moscou, embora os aliados de Kyiv não concordem com as objeções.

Voto de refugiados e militares

Estimativas apontam 5,8 milhões de refugiados no exterior, com grande parte na Europa. Ainda não há avaliação final de eleitores no exterior, pois muitos não atualizaram o registro.

Didenko disse que é preciso localizar os eleitores e montar infraestrutura de votação. A comissão avalia abrir mais pontos de votação fora de embaixadas, já que voto online ou por correio apresenta riscos.

A necessidade de votar entre militares foi mencionada, com base na experiência de eleições anteriores em zonas de conflito. Hoje, cerca de 800 mil cidadãos servem no Exército ucraniano.

Situação atual e perspectivas

Mais de 30 mil locais de votação existiam antes da guerra, com quase 2 mil estufados ou danificados, principalmente no leste do país. Zelenskiy sustenta que a segurança é essencial para qualquer pleito.

Washington tem defendido eleições como parte de um acordo de paz, ainda sem consenso. A ideia de votar antes de um cessar-fogo é rejeitada pela maioria, que prefere eleições com condições estáveis.

O governo e especialistas já iniciaram um grupo de trabalho para propor mudanças legais relevantes. As discussões ocorrem no âmbito de um marco de 20 pontos para a paz, em negociação com aliados dos EUA.

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