- O chefe da Comissão Central de Eleições da Ucrânia avisou que organizar as primeiras eleições desde a invasão exige tempo, devido à infraestrutura destruída e a milhões de deslocados.
- Atualizar o registro de eleitores e preparar o voto são tarefas complexas, com mudanças legais em estudo para permitir eleições no pós-guerra.
- Um cessar-fogo e condições seguras para os eleitores são pré-requisitos essenciais, segundo Oleh Didenko.
- Existem cerca de 5,8 milhões de refugiados ucranianos no exterior; ainda não há uma estimativa final de eleitores no exterior.
- Mais de 2 mil dos 30 mil locais de votação foram destruídos ou danificados, principalmente no leste; a comissão considera abrir urnas fora de embaixadas e consulados como solução viável.
O chefe da Comissão Central Eleitoral da Ucrânia alerta para a necessidade de não apressar a votaçao pós-guerra. Kyiv/Nova informação, 19 de janeiro. A primeira eleição desde a invasão russa enfrenta enormes dificuldades logísticas, com infraestrutura danificada e milhões de deslocados.
Oleh Didenko afirmou à Reuters que atualizar o registro de eleitores e preparar o pleito levará tempo. O órgão não poderá realizar ajustes rápidos diante do cenário atual, marcado por migração e danos em infraestrutura.
Desafios logísticos
Para garantir uma votação, é necessário um cessar-fogo e condições de segurança. O registro de eleitores também precisa refletir mudanças provocadas pela guerra, inclusive deslocamentos no país.
A Ucrânia realizou eleições pela última vez em 2019. O mandato de Zelenskiy expirou no ano passado e a legitimidade tem sido questionada por Moscou, embora os aliados de Kyiv não concordem com as objeções.
Voto de refugiados e militares
Estimativas apontam 5,8 milhões de refugiados no exterior, com grande parte na Europa. Ainda não há avaliação final de eleitores no exterior, pois muitos não atualizaram o registro.
Didenko disse que é preciso localizar os eleitores e montar infraestrutura de votação. A comissão avalia abrir mais pontos de votação fora de embaixadas, já que voto online ou por correio apresenta riscos.
A necessidade de votar entre militares foi mencionada, com base na experiência de eleições anteriores em zonas de conflito. Hoje, cerca de 800 mil cidadãos servem no Exército ucraniano.
Situação atual e perspectivas
Mais de 30 mil locais de votação existiam antes da guerra, com quase 2 mil estufados ou danificados, principalmente no leste do país. Zelenskiy sustenta que a segurança é essencial para qualquer pleito.
Washington tem defendido eleições como parte de um acordo de paz, ainda sem consenso. A ideia de votar antes de um cessar-fogo é rejeitada pela maioria, que prefere eleições com condições estáveis.
O governo e especialistas já iniciaram um grupo de trabalho para propor mudanças legais relevantes. As discussões ocorrem no âmbito de um marco de 20 pontos para a paz, em negociação com aliados dos EUA.
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