- Soldados congoleses e milícia pró-governo voltaram a entrar em Uvira, após a cidade ter caído para o M23 há pouco mais de um mês, com combates pesados e saques ainda ocorrendo ao redor da cidade.
- O M23 entrou em Uvira em 10 de dezembro, base importante para o exército congolês próxima à fronteira com Burundi, e ainda controla mais território do que antes, incluindo Goma e Bukavu.
- Em resposta, o governo dos Estados Unidos divulgou que o M23 prometeu se retirar de Uvira para favorecer as negociações de paz; combates continuam nos arredores da cidade e há acusações mútuas de saques.
- Testemunhas locais e o governador de South Kivu afirmaram que forças congolesas retomaram posições antes ocupadas pelo M23 e que a travessia de Gatumba na fronteira com Burundi deve reabrir em breve.
- Rora, o Rwanda nega apoiar o M23 e atribui o retorno dos confrontos a forças congolesas e Burundianas; a UN apontou, em relatório anterior, que Ruanda exercia comando e controle sobre os rebeldes; lideranças africanas pedem retomada das negociações de Doha.
Congelado conflito volta a Uvira, no leste da República Democrática do Congo. Soldados congolenses e combatentes de uma milícia pró-governo reentraram na cidade na véspera, mais de um mês após a tomada por rebeldes M23, segundo moradores. A retomada ocorre em meio a combates e saques na região.
Moradores relatam que tropas congolesas e membros da milícia Wazalendo voltaram a ocupar posições que tinham antes da chegada do M23, que ocupa a área desde dezembro. O retorno coincide com tensões na fronteira com Burundi e no entorno da cidade.
A cidade de Uvira, próxima ao ponto de passagem Gatumba, esteve sob controle rebelde desde a ofensiva de dezembro. O M23 tem controlado parte significativa do leste do país, incluindo Goma e Bukavu, o que aumenta temores de espalhar o conflito.
Contexto regional
- O acordo de paz mediado pelos Estados Unidos sofreu abalos após declarações de que Ruanda violaria o acordo, segundo o secretário de Estado Marco Rubio. O M23 anunciou retirada de Uvira para facilitar as negociações.
A comunidade internacional acompanha as negociações em meio a um novo ciclo de encontros entre Congo e Ruanda, com o Catar sediando discussões entre Congo e o M23. Líderes africanos, em reunião em Togo, reiteraram apoio às discussões de Doha.
Riscos de novos confrontos no leste persistem, com autoridades locais aguardando avanços nas tratativas para evitar mais deslocamentos e violência na região.
Perspectivas e próximos passos
Governo congolês sinaliza abertura a retomadas de diálogo, enquanto autoridades locais preparam respostas humanitárias. O Gatumba, fronteira Congo-Burundi, deve reabrir em breve, segundo o governador de South Kivu.
A narrativa internacional mantém o foco em manter o cessar-fogo e apoiar negociações entre as partes envolvidas, com atenção redobrada aos incidentes de violência e às necessidades da população civil.
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