- A Louvre realizou a nona greve em um mês na segunda-feira, 19 de janeiro, fechando o museu e aumentando a pressão sobre a diretora Laurence des Cars.
- Cerca de 350 funcionários votaram a greve de forma unânime, segundo o representante sindical Christian Galantani.
- O fechamento completo ocorre pela terceira vez desde meados de dezembro; em outras seis ocasiões o museu ficou aberto apenas pela metade do dia.
- Os sindicatos dizem que cada dia de fechamento completo rende um custo estimado de € 400 mil ao museu, que não comentou as perdas financeiras.
- As negociações com o Ministério da Cultura sobre salários estão marcadas para 29 de janeiro; o sindicato quer que o pagamento dos trabalhadores seja equiparado ao de outros museus e monumentos nacionais, além de pedir a suspensão do projeto de uma nova entrada de € 666 milhões e de um complexo subterrâneo em torno da Mona Lisa.
O Louvre voltou a fechar as portas nesta segunda-feira, 19 de janeiro, após uma greve de funcionários. A ação, a nona em um mês, foi motivada por reivindicações sobre salários, condições de trabalho e infraestrutura. A instituição não abriu neste dia por completo, aumentando a pressão sobre a direção liderada por Laurence des Cars.
Segundo representantes sindicais, o movimento teve adesão expressiva: 350 trabalhadores votaram pela greve de forma unânime. Em relação ao impacto, o museu já fechou por três dias desde meados de dezembro, com visitas restritas em outras ocasiões. O fechamento total gera perdas diárias estimadas em cerca de €400 mil, segundo sindicalistas.
O Louvre costuma receber cerca de 30 mil visitantes diários. As negociações entre o sindicato e o Ministério da Cultura da França estão marcadas para 29 de janeiro, com a demanda de equiparar salários aos de museus e monumentos nacionais. Variações salariais citadas variam de €70 a €200 por mês.
Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem a suspensão do projeto de uma nova entrada avaliada em €666 milhões, bem como de um complexo subterrâneo próximo à Mona Lisa e de uma sala de exposições. A prioridade, segundo os sindicalistas, deve ser a manutenção básica e a melhoria da infraestrutura.
Os protestos ocorrem após o furto dos metais da coroa no mês de outubro e de uma série de denúncias sobre planos de redevelopment do museu. A gestão do Louvre está sob escrutínio, com críticas à forma de comando e a alegações de mudanças no comando da equipe.
O papel da diretora Laurence des Cars tem sido alvo de cobranças em audiências parlamentares e em comunicações internas. Funcionários de departamento de escultura apresentaram uma petição criticando a suposta remoção considerada inadequada do chefe do setor. Fontes próximas ao governo francês indicam que a permanência de Des Cars pode ser questionada.
Em resposta às pressões, a direção do Louvre não se pronunciou sobre a situação financeira ou as negociações previstas para janeiro. O museu continua sob observação externa enquanto as negociações entre sindicatos e governo seguem como ponto central.
Entre na conversa da comunidade