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Celso Amorim: Brasil não pode ser indiferente com a América Latina

Celso Amorim alerta que o Brasil não pode ignorar a América Latina, enfatizando a importância do multilateralismo e a cautela com a influência dos EUA

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  • Celso Amorim afirmou que o Brasil não pode ignorar os problemas da América Latina, mesmo que busque acordo com os EUA.
  • Ele destacou a necessidade de não se Isolar e alertou para tensões regionais, como as relacionadas à Venezuela, que afetam a região.
  • O ex-chanceler ressaltou a importância de manter relações com os BRICS e com a União Europeia, sem depender de apenas um país ou bloco.
  • Apontou riscos ao multilateralismo diante de iniciativas que aumentam o poder dos EUA em novas organizações internacionais.
  • Também comentou o impacto do estilo de Donald Trump na agenda global, chamando atenção para os desafios na Venezuela e na região.

O assessor especial da Presidência e ex-chanceler Celso Amorim afirmou que o Brasil não pode fingir que os problemas da América Latina não existem, mesmo em possibilidade de acordo com os Estados Unidos. Em entrevista ao UOL News, ele destacou a importância de acompanhar tensões regionais, como as que envolvem a Venezuela, para evitar impactos na região.

Amorim ressaltou que decisões de grandes potências influenciam a segurança de toda a América do Sul. Mesmo com avanços bilaterais, o Brasil não deve ignorar conflitos locais nem abrir mão de seus compromissos com parceiros como Brics e União Europeia, disse o ex-chanceler.

O ex-ministro também tratou do papel do multilateralismo e do risco de estruturas internacionais que concentrem poder. Segundo ele, é preciso analisar propostas que substituam organismos como o Conselho de Segurança da ONU e mantenham o veto sob participação de múltiplos membros.

Relações regionais e multilateralismo

Ele criticou iniciativas que elevem a influência de uma única nação em orgãos internacionais, o que pode fragilizar acordos globais. Para Amorim, o equilíbrio entre interesses nacionais e cooperação multilateral continua essencial para o Brasil.

O tema também envolve o papel do Brasil dentro dos Brics e a relação com a União Europeia. O assessor enfatizou a necessidade de manter boas relações com os EUA, desde que respeitem os direitos e interesses brasileiros, seja no comércio ou em políticas regionais.

Cenário internacional e impactos internos

Ao comentar o estilo de gestão de Donald Trump, Amorim citou trocas constantes de pauta que dificultam o planejamento estratégico. Ele afirmou que atividades anteriores, como no caso da Venezuela, continuam relevantes para o Brasil, mesmo diante de mudanças rápidas.

Sobre o tariffário imposto aos EUA, o ex-chanceler ponderou que o Brasil pode ter subestimado seus impactos. Além dos efeitos econômicos diretos, a estratégia aponta para o desafio de preservar a ideia de comércio multilateral.

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