- Incêndios próximos a Concepción, no sul do Chile, estão diminuindo com tempo mais frio e umidade; fumaça ainda persiste na região costeira.
- O saldo de mortos é de 20 e deve aumentar à medida que equipes continuam as buscas em blocos de apartamentos destruídos.
- Comunidade local se mobiliza para ajudar: Carlos López organiza materiais de construção; Doralisa Silva relata perdas e ajuda recebida, incluindo brinquedos para a filha.
- Prefeito de Penco critica a resposta lenta do governo nacional, afirmando que levou horas para declarar emergência, o que atrasou a mobilização de recursos.
- O presidente em exercício, Gabriel Boric, visitou a região, disse que reconstrução começaria após as buscas e com apoio emergencial; o governo de José Antonio Kast, que assume em março, promete priorizar a reconstrução.
Fogo devastou comunidades perto de Concepção, no sul do Chile, mas as condições climáticas amenizaram o avanço das chamas nesta manhã de quarta-feira. A temperatura caiu com o tempo nublado e o ar úmido, ajudando a reduzir o fogo após dias de calor extremo. O número de vítimas permaneceu em 20, com a possibilidade de aumento à medida que buscas prosseguem.
Equipes de polícia e peritos do estado seguem vasculhando blocos de apartamentos demolidos pelas chamas em busca de corpos. Enquanto isso, os moradores iniciam a limpeza de destroços e a reconstrução com apoio de vizinhos e voluntários, especialmente em Punta de Parra, entre as áreas mais afetadas.
Carlos López, vereador de Cobquecura, organizou a entrega de materiais de construção e comida para a região, com apoio de empresas locais. O caminhão, porém, ficou sem madeira antes de atender a todos os pedidos, incluindo uma família com uma criança de dois anos.
RESIDENTE VIU OS SONHOS SE DESAPARECEREM
Doralisa Silva, de 34 anos, relatou que recebeu brinquedos e casacos para sua filha, Celeste, ao buscar suprimentos. Elas estavam sob telhas metálicas apoiadas em uma parede de cimento que resistiu parcialmente ao incêndio. Silva disse que tentou fugir com a filha, mas as saídas foram cercadas pelas chamas.
Barrigas de moradores criticaram a resposta do governo, destacando a ausência de apoio nacional imediato. Nancy Barrientos, vizinha, pediu tendas, banheiros e informações claras das autoridades, além de mais auxílio local.
MAYOR CRITICA A resposta
O prefeito de Penco, Rodrigo Vera, afirmou que serviços básicos, como eletricidade, estavam sendo restabelecidos, mas denunciou demora na resposta nacional. Segundo Vera, levou 12 horas para declarar emergência, o que atrasou o uso de recursos militares e de combate ao fogo.
O presidente em exercício, Gabriel Boric, visitou Concepción no fim de semana, mas não chegou aos bairros atingidos, citando questões de segurança. Em Temuco, Boric afirmou que a reconstrução começaria após as buscas e que auxílios emergenciais estavam sendo iniciados.
Boric afirmou que o governo trabalha com velocidade máxima, enfatizando que há processos a cumprir. O gabinete não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. A gestão atual já enfrentou críticas por reconstrução lenta após incêndios em Valparaíso em 2024.
VERA: ritmo e vontade políticas precisam acompanhar as necessidades humanas
Vera ressaltou que moradores precisam de soluções rápidas, com uma cadência e uma vontade políticas diferenciadas para atender às famílias atingidas. O prefeito citou a prioridade de reconstrução na gestão que assume em 11 de março, com foco em comunidades afetadas por incêndios.
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