- AUR, oposição de direita radical, aparece com 40,9% das intenções de voto, o maior índice entre os partidos, segundo a pesquisa INSCOP.
- PSD fica em segundo lugar, com 18,2%; o PNL tem 13,5%; USR, 11,7%; e UDMR, 4,9%.
- A sondagem foi realizada entre 12 e 15 de janeiro, com margem de erro de 3,0%.
- Não há eleição prevista para até 2028 na Romênia.
- AUR é contra ampliar ajuda militar à Ucrânia, critica a liderança da União Europeia e apoia políticas do presidente dos Estados Unidos, conforme o contexto apresentado.
Romania: oposição de direita vence em pesquisa, diz INSCOP
A oposição de direita, Aliança pela Unificação dos Romenos (AUR), lidera as intenções de voto entre romenos, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira. A sondagem aponta vantagem sobre o governo de coalizão pró-Europa. Não há eleição marcada para 2028.
AUR ocupa o primeiro lugar com 40,9% das intenções de voto, o maior índice de apoio a um partido de direita desde há mais de três décadas. A liderança persiste ao longo de 2025, mesmo com a derrota do candidato apoiado pela AUR na reedição presidencial de maio passado.
A agenda da AUR inclui oposição ao apoio militar a Ucrânia e críticas à UE, além de simpatia pelas propostas de Donald Trump em energia e imigração. România participa de UE e OTAN, o que molda o cenário político.
Panorama da sondagem
O levantamento, realizado pelo instituto INSCOP entre 12 e 15 de janeiro, tem margem de erro de 3,0 pontos percentuais. PSD aparece em segundo, com 18,2% das preferências.
Em seguida aparecem o Partido Liberal, com 13,5%, o USR, com 11,7%, e o UDMR, com 4,9%. O PSD é o principal partido da coalizão governista, sem previsão de novas eleições antes de 2028.
Contexto e desdobramentos
O país passou por uma eleição presidencial reprogramada após a suspensão do pleito de 2024, em razão de suspeitas de interferência russa a favor de um candidato de extrema direita. O processo expôs vulnerabilidades, afetou mercados e pressionou a credibilidade da coalizão.
A coalizão de governo implementou medidas fiscais para reduzir o deficit, elevando impostos e cortando gastos. Tais ações contribuíram para manter a nota de investimento, mas geraram protestos e fortaleceram o apoio à oposição.
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