- Tensões entre Irã e EUA aumentaram, levando companhias aéreas a rerodar e cancelar voos no Oriente Médio.
- KLM informou que, como precaução, não viajará pelo espaço aéreo do Irã, Iraque, Israel e áreas do Golfo.
- Air France retomou o serviço para Dubai em 24 de janeiro e monitora a situação em tempo real.
- Lufthansa disse que evitará espaço aéreo iraniano e iraquiano até novo aviso, mantendo apenas voos diários para Tel Aviv e Amã entre 14 e 19 de janeiro.
- Finnair já evitava Irã, Síria e Israel e, a partir de 16 de janeiro, deixou de cruzar o espaço iraquiano.
Desde a escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, companhias aéreas têm desviado rotas e cancelado voos na região. Autoridades e operadores observam impactos em operações no Oriente Médio, com relatos de readequação de rotas e ajustes de horários.
O governo norte-americano anunciou que pode haver maior presença militar na região, enquanto o Irã informou que qualquer ataque será respondido de forma ampla. A chegada de uma grupo carrier de navios de guerra dos EUA está prevista para os próximos dias.
Medidas das empresas aéreas
A KLM decidiu evitar voar sobre grande parte do Oriente Médio até novo aviso, excluindo Irã, Iraque, Israel e parte do Golfo. A medida vale como precaução diante da situação geopolítica.
A Air France retomou o serviço para Dubai no dia 24, após suspender no dia anterior. A companhia afirmou monitorar a situação em tempo real.
A Lufthansa também interrompeu a passagem pelo espaço aéreo iraniano e iraquiano até novo aviso, operando apenas voos diários para Tel Aviv e Amã em determinado período.
A British Airways suspendeu temporariamente voos para o Bahrein em 16 de janeiro, mantendo a vigilância ao cenário regional. Em 24 de janeiro, a empresa informou que todos os voos seguem programados.
A Finnair deixou de voar pelo espaço aéreo iraquiano, redirecionando rotas via Arábia Saudita para Doha e Dubai. A empresa já evitava Irã, Síria e Israel por segurança.
A Wizz Air informou, em janeiro, evitar os espaços aéreos do Irã e do Iraque, o que levou a paradas para reabastecimento em Larnaca ou Salonique em voos westbound partindo de Dubai e Abu Dhabi.
Contexto operacional
Autoridades da União Europeia já tinham recomendado, em 16 de janeiro, que companhias mantenham-se fora do espaço aéreo iraniano devido à repressão a protestos e a ameaças de intervenção dos EUA.
Especialistas indicam que a intensidade das tensões influencia decisões de roteamento, frequência de voos e custos operacionais das cias. As mudanças afetam principalmente ligações entre o Golfo, Europa e Norte da Ásia.
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