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Fase final das eleições em Mianmar mostra partido militar prestes a vencer

Urnas abertas na fase final da eleição em Mianmar; partido apoiado pelos militares lidera intenções de voto, e o chefe da junta deve assumir papel político após o pleito

Election Commission officials count ballots at a polling station during Myanmar's general election in Yangon, Myanmar, December 28, 2025. REUTERS/Stringer/File Photo
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  • Eleições finais de Myanmar começaram neste domingo, com votação em 60 distritos, incluindo Yangon e Mandalay, em meio a guerra civil.
  • O partido apoiado pelo regime, a União Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), lidera as pesquisas e já aparece com maioria no parlamento.
  • A junta afirma que vai transferir o poder a um novo governo, possivelmente em abril; o líder da junta, Min Aung Hlaing, pode assumir papel político pleno.
  • Críticos, a ONU e governos ocidentais veem a votação como assimilar para manter o controle militar; moradores relatam clima de medo e coerção.
  • Observadores internacionais rejeitaram o envio de observadores; o governo mantém que a eleição é livre, enquanto ataques aéreos continuam em áreas fronteiriças.

O estágio final das eleições em Myanmar começou neste domingo, com a votação ocorrendo em 60 municípios, incluindo Yangon e Mandalay. O pleito acontece em meio a um conflito civil após o golpe de 2021, que levou o exército ao poder.

A frente liderada pela junta, o Partido do Desenvolvimento Unido pela Solidariedade (USDP), aparece em posição dominante nas contagens, segundo a comissão eleitoral. O USDP já soma maioria no parlamento inferior e uma maioria menor no superior.

Aung San Suu Kyi, líder da antiga Liga Nacional para Democracia, permanece detida e o partido foi dissolvido pela junta, o que favorece a campanha da legenda pró-militar. Observadores internacionais questionam a legitimidade do processo.

A comunidade internacional tem criticado a votação como um possível reforço do controle militar, enquanto a junta afirma que o pleito é legítimo e fará a transição de poder para um novo governo, possivelmente em abril.

Movimentos de combatentes não cessaram durante a campanha, com ações e ataques reportados em várias regiões fronteiriças. Em várias cidades, moradores relatam clima de medo e pressão para votar.

A liderança militar sinalizou que pode nomear um substituto para o chefe das Forças Armadas, com planos de assumir um papel cada vez mais político. O general Min Aung Hlaing indicou essa possibilidade recentemente.

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