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Filho do presidente iraniano pede fim do bloqueio da internet

Filho do presidente do Irã, assessor do governo, pede fim do bloqueio da internet, alertando que a continuidade exacerbará o descontentamento popular

Mesquita destruída em Teerã durante os protestos no Irã – Foto: Atta Kenare/AFP
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  • No Irã, a internet permanece bloqueada há mais de duas semanas, no contexto de protestos no país.
  • Yousef Pezeshkian, filho do presidente e assessor do governo, pediu o restabelecimento do acesso à rede, alertando que o bloqueio aumentará o descontentamento.
  • Ele disse, em mensagem pelo Telegram, que bloquear a internet não resolve o problema e apenas adia o enfrentamento das questões.
  • O governo iraniano confirmou 3.117 mortos na repressão, incluindo 2.427 classificados como mártires; a ONG Iran Human Rights afirma que o número pode superar 25 mil.
  • A decisão de manter o serviço fora do ar foi tomada durante protestos que foram recebidos com repressão severa.

O filho do presidente do Irã, Yousef Pezeshkian, que também atua como assessor do governo, pediu o restabelecimento do acesso à internet no país. A solicitação foi feita neste sábado, 24, em mensagem publicada no aplicativo Telegram. O bloqueio, que já dura mais de duas semanas, ocorre durante protestos que se sucedem no território.

Pezeshkian alertou que manter o serviço suspenso pode aumentar o descontentamento popular e ampliar o distanciamento entre o governo e a população. Segundo ele, a interrupção dificulta o acompanhamento de vídeos e imagens relacionados aos protestos da semana anterior, que, em sua avaliação, se tornaram violentos.

O governo iraniano desligou a internet em todo o país durante a repressão aos protestos. A ONG Iran Human Rights, com base na Noruega, estimou que o número de mortos pode ultrapassar 25 mil. O governo iraniano divulgou 3.117 mortos, incluindo 2.427 classificados como mártires, termo usado para distinguir civis e forças de segurança de supostos manifestantes violentos.

Contexto e números oficiais

A interrupção de serviços foi adotada como parte das medidas de segurança durante a repressão aos protestos. As autoridades sustentam que as ações visavam impedir a disseminação de imagens que poderiam incentivar a violência. A disputa sobre os impactos do bloqueio persiste, com críticas a suas consequências para o fluxo de informações.

As informações sobre o conflito no Irã continuam sendo monitoradas por organizações internacionais de direitos humanos. Fontes independentes destacam que o controle da comunicação dificulta a verificação de dados sobre mortes e feridos. O governo não divulgou novas informações sobre a eventual data de restauração do serviço.

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