- Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que os motivos apresentados pelos Estados Unidos para deixar a OMS são falsos.
- Donald Trump assinou decreto anunciando a saída em 20 de janeiro de 2025; o processo de retirada leva um ano.
- A OMS disse que a retirada torna os Estados Unidos e o mundo menos seguros e reiterou o compromisso com todos os Estados-membros.
- Em comunicado conjunto, Marco Rubio e Robert F. Kennedy Jr. anunciaram a saída formal e acusaram a OMS de fracassos durante a pandemia.
- A OMS destacou que Washington deve cerca de 260 milhões de dólares e não confirmou a conclusão da retirada; a agência pediu cuidado com informações imprecisas.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou neste sábado 24 que os motivos apresentados pelos Estados Unidos para deixar a OMS são falsos. A declaração veio após o anúncio de retirada feito por Washington.
Donald Trump assinou, poucos dias após assumir o cargo em 20 de janeiro de 2025, um decreto para a saída do país da OMS, com efeito previsto para um período de um ano. A decisão ainda não foi confirmada pela agência da ONU.
Tedros destacou que a OMS sempre manteve o compromisso com os Estados Unidos e com todos os membros, respeitando a soberania nacional. Em X, o chefe da OMS reiterou que a retirada não corresponde à realidade dos fatos.
Contexto e acusações
Na imprensa, Marco Rubio, chefe da diplomacia americana, e Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde, anunciaram a retirada formal em comunicado conjunto. Eles apontaram falhas na atuação da OMS durante a pandemia de Covid-19 e afirmaram que a agência comprometia a independência dos EUA.
A OMS rebateu as críticas, afirmando que a organização não obstruiu o intercâmbio de informações críticas e que as acusações são imprecisas. Kennedy destacou imprevisões associadas a decisões sobre uso de máscaras e vacinação sem embasamento claro, em suas avaliações.
Conforme a OMS, o Washington se filiou à organização em 1948 com direito a retirada mediante aviso prévio de um ano e cumprimento de obrigações financeiras. Atualmente, os EUA não teriam pago contribuições de 2024 e 2025, acumulando uma dívida estimada em cerca de 260 milhões de dólares.
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