- O general Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central, está sob investigação por suspeitas de violações graves de disciplina e lei; Liu Zhenli, chefe de gabinete da CMC, também é alvo de apuração.
- A imprensa informou que Zhang seria acusado de repassar informações sobre o programa nuclear chinês aos Estados Unidos e de aceitar propina para atos oficiais, incluindo a promoção de um ministro da defesa; a veracidade não foi confirmada pela Guardian.
- Zhang é próximo de Xi Jinping, integra o politburo e é um dos poucos oficiais com experiência de combate; a retirada dele ocorre em meio a uma ampla campanha anticorrupção na liderança militar.
- A investigação é o segundo caso de um general em atuação na Comissão Militar Central desde a Revolução Cultural; Zhang não é visto em público desde 20 de novembro, em Moscou, durante encontro com o ministro da defesa da Rússia.
- Analistas acompanham o desdobramento, pois a purga afeta a modernização e o aperfeiçoamento da China, em meio a tensões regionais no mar do Leste e no mar do Sul da China e a questões com Taiwan.
O Ministério da Defesa da China confirmou que o general de mais alto escalão do país está sob investigação. Zhang Youxia, que atua como vice-presidente da Comissão Militar Central, e Liu Zhenli, chefe de gabinete do departamento de comando conjunto, são alvo de apuração por supostas violações graves de disciplina e da lei.
Zhang Youxia ocupa o posto de segundo em comando sob o presidente Xi Jinping e é visto como um dos mais próximos aliados militares do líder chinês. A apuração ocorre em meio a uma ampla campanha anticorrupção que tem atingido as altas patentes do Exército de Libertação do Povo (PLA).
Segundo o Wall Street Journal, Zhang seria acusado de repassar informações sobre o programa nuclear chinês aos Estados Unidos e de aceitar subornos para atos oficiais, incluindo a promoção de um oficial a ministro da Defesa. O Guardian não conseguiu verificar de forma independente as informações.
A notícia configura a segunda vez que um vice-presidente da Comissão Militar Central é removido nos últimos meses, após a expulsão de He Weidong em outubro de 2025. A campanha de Xi já atingiu outras áreas, incluindo a força de foguetes e altos cargos do Partido Comunista.
Diversos diplomatas e analistas de segurança acompanham o desdobramento, dada a proximidade de Zhang com Xi e a importância da Comissão para a modernização e a postura militar da China. Londres e Washington observam com cautela as consequências para a estratégia regional chinesa.
Contexto político e impactos
Especialistas apontam que a inspeção sinaliza ajustes internos no PLA e pode influenciar a continuidade da modernização militar. Mesmo diante de tensões no Mar do Leste, no Mar do Sul e com Taiwan, operações diárias do PLA devem seguir, segundo analistas, apesar das purgas.
Zhang já participou de combates na fronteira com o Vietnã em 1979 e 1984, durante conflitos regionais. Ele tem histórico de defesa da modernização militar e de maior preparo das forças para alcançar metas estratégicas nacionais para 2035 e 2049.
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