- Um incêndio em Crans-Montana, na Suíça, em um bar lotado de adolescentes, deixou quarenta mortos e mais de cem feridos, incluindo seis italianos.
- O proprietário do bar, Jacques Moretti, foi liberado sob fiança, considerado pela Itália uma afronta às famílias das vítimas.
- O governo italiano pediu à Suíça a formação de uma equipe de investigação conjunta e informou que o embaixador italiano foi instruído a expressar indignação.
- O presidente suíço, Guy Parmelin, disse que o recall do embaixador foi uma medida diplomática comum e que ele retornará após consultas.
- Parmelin afirmou que não é função dos políticos interferir no sistema judiciário e que a embaixada deverá regressar à Suíça após as consultas.
O governo da Itália reagiu com indignação à decisão de libertar sob fiança o proprietário do bar onde ocorreu o incêndio fatal em Crans-Montana, na Suíça, no Dia de Ano Novo. A autoridade suíça que autorizou a liberação foi o tribunal, gerando críticas no país.
O incêndio, registrado na manhã de 1º de janeiro, ocorreu em um bar lotado de jovens na estação de esqui de Crans-Montana. O incidente deixou 40 mortos, entre eles seis nacionais italianos, e mais de 100 feridos. A comoção tomou conta da imprensa e da opinião pública italianas.
Jacques Moretti, proprietário do bar, teve a liberação concedida mediante fiança, o que gerou reação oficial de Itália. O porta-voz do gabinete do primeiro-ministro informou que a decisão foi considerada um “afronta grave” às famílias das vítimas e aos que ainda estão hospitalizados.
Reação italiana e próximos passos
Em entrevista ao Corriere della Sera, o primeiro-ministro Giorgia Meloni pediu que a Suíça forme uma equipe de investigação conjunta. Itália informou o envio de uma nota com indignação ao chefe do Ministério Público do cantão de Valais e comunicou que o embaixador em Berna foi instruído a retornar a Roma para tratar de novas ações.
Esclarecimentos diplomáticos
Guy Parmelin, presidente da Suíça, afirmou ao diário italiano que o país não havia sido formalmente informado da recall do embaixador italiano. Ele disse que a medida é comum e que o embaixador retornará após as consultas, ressaltando que não é função de políticos interferir no sistema judicial. Também reconheceu a indignação italiana, mantendo a defesa da independência judiciária.
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