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Centenas podem estar desaparecidas ou mortas ao atravessar o Mediterrâneo, diz IOM

Centenas são considerados desaparecidos ou mortos ao cruzar o Mediterrâneo; a rota continua a mais mortífera, afirma a Organização Internacional para as Migrações

Migration in Italy's Lampedusa Island
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  • Centenas de pessoas são temidas mortas ou desaparecidas ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo, segundo a Agência da ONU para Migração (IOM).
  • Em Lampedusa, Itália, foram confirmadas três mortes, incluindo duas meninas gêmeas com cerca de um ano; a mãe guineense, sobrevivente, confirmou as mortes por hipotermia, assim como a morte de um homem pela mesma causa.
  • Survivors disseram que outro barco partiu ao mesmo tempo, mas não chegou e seu destino permanece desconhecido, segundo a IOM.
  • Nos últimos dez dias, sob tempestade no Mediterrâneo causada pelo ciclone Harry, vários barcos teriam sumido, dificultando as buscas devido ao mau tempo.
  • A IOM também apura informações de um naufrágio próximo a Malta, com pelo menos 50 pessoas desaparecidas ou mortas, e de 51 mortos após naufrágio perto de Tobruk, na Líbia; em 2025, pelo menos 1.340 pessoas morreram no Mediterrâneo Central.

O número de pessoas mortas ou desaparecidas após tentativas de atravessar o Mar Mediterrâneo é considerado centenas, segundo a Agência da ONU para Migração (IOM). A organização divulgou que, nos últimos dez dias, várias embarcações teriam afundado após tempestades no setor.

Em Lampedusa, Itália, três pessoas — incluindo gêmeas de cerca de um ano — foram confirmadas mortas durante operação de busca e resgate de um barco partiu de Sfax, Tunísia. Uma mãe guineense que sobreviveu afirmou que as filhas morreram por hipotermia; um homem também faleceu pela mesma causa, segundo a IOM.

Survivors from the same boat said another vessel departed simultaneously but never arrived and its fate remains unknown, the IOM said.

Ao longo dos últimos dez dias, uma tempestade violenta na região, provocada pelo ciclone Harry, deixou várias embarcações desaparecidas e centenas sem notícias, dificultando as operações de busca, informou a IOM.

A agência confirma ainda relatos de um sobrevivente de outra embarcação resgatada por um navio mercante próximo a Malta, que aponta para um naufrágio com pelo menos 50 pessoas ausentes ou mortas. Separadamente, 51 pessoas são temidas mortas após naufrágio próximo a Tobruque, Líbia, segundo a IOM.

“As redes de tráfico de migrantes utilizam embarcações inseguras e superlotadas, atividade classificada como crime”, afirmou a IOM. “Organizar partidas sob tempestades fortes agrava a gravidade da conduta, colocando pessoas em risco quase certo de morte.”

Dados da IOM indicam que, em 2025, pelo menos 1.340 pessoas morreram no Mediterrâneo Central. A organização segue monitorando relatos e atualizando números conforme novas informações surgem.

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