- China pediu aos seus cidadãos que não viagem ao Japão durante o Ano Novo Lunar, o maior feriado público, citando tensões com comentários sobre Taiwan.
- O aviso ocorre enquanto Pequim mantém a irritação com uma declaração de Sanae Takaichi, primeira-ministra japonesa, sobre um possível ataque a Taiwan.
- O Ministério das Relações Exteriores disse que há aumento de crimes contra chineses e riscos sísmicos no Japão.
- Grandes companhias aéreas chinesas estenderam políticas de mudança e cancelamento gratuitos para voos relacionados ao Japão até 24 de outubro.
- Em dezembro, as visitas de chineses ao Japão caíram 45%, mas o total de turistas ao Japão atingiu recorde; China busca fortalecer laços turísticos com a Coreia do Sul.
O Ministério das Relações Exteriores da China alertou seus cidadãos para não viajarem ao Japão durante o Ano Novo Lunar, o período de feriado mais longo do país. A orientação acompanha a irritação de Pequim com uma declaração do primeiro-ministro japonês, feita em novembro, sobre Taiwan, sob governo democrático. O governo chinês citou aumento de crimes contra chineses e a ocorrência de terremotos como fatores de risco.
A Reuters apurou que o governo chinês diz que os turistas enfrentam ameaças de segurança ao viajar para o Japão. A alerta ocorre enquanto as relações entre os dois países permanecem tensas desde o comentário japonês sobre Taiwan.
Medidas das companhias aéreas
Aeroviárias como Air China, China Eastern e China Southern estenderam políticas de alterações e cancelamentos sem cobrança para voos relacionados ao Japão até outubro. As políticas já haviam sido anunciadas em novembro e prorrogadas recentemente até março.
Contexto diplomático
A China endurece tom diplomático após a fala de Takaichi, sem retratação formal. Pequim impôs controles a exportações e intensificou críticas de meio de estado. Autoridades japonesas qualificaram as críticas de despropositadas para o cenário atual.
Impacto turístico e resposta
Em dezembro, o número de turistas chineses que visitam o Japão caiu cerca de 45%, segundo autoridades japonesas. Apesar da queda, o total de visitantes atingiu recorde histórico naquele mês, segundo dados oficiais.
Perspectivas e desdobramentos
Takaichi manteve a posição sobre a política de Taiwan, sem recuo público, e destacou que o Japão não renuncia a seus princípios. Em coletiva de imprensa, ela mencionou que a segurança internacional enfrenta condições mais desafiadoras.
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