- Em Davos, Mark Rutte elogiou Donald Trump, dizendo que sem ele a Europa não teria acordado e investido mais em defesa.
- Rutte afirmou que a Europa não pode se defender sozinha e depende da proteção dos Estados Unidos, que gastaram mais em defesa desde 1980.
- Ele disse que, sem a pressão de Trump, as grandes economias europeias não teriam passado de 1,5% para 2% do PIB em defesa, mirando 2% em 2025 e apoiando a meta de 5% do PIB.
- O holandês afirmou que a diplomacia de palavras bonitas não funciona e que a linguagem da força é o que países como Irã e Rússia respeitam.
- Rutte destacou a necessidade de um escudo antimíssil no Ártico, o chamado Golden Dome, e alertou que a rota para mísseis de potências como Rússia e China passa pelo Ártico; sem os EUA, a Otan fica vulnerável.
Mark Rutte, primeiro-ministro da Holanda, participou de Davos e chamou atenção ao defender que Donald Trump teve papel decisivo para acordar a Europa em defesa. Segundo ele, sem o ex-presidente norte-americano, a Europa não teria aumentado investimentos na área de defesa e saído do sono estratégico.
O discurso de Rutte, alinhado a falas da OTAN, foi visto como resposta aos desdobramentos no cenário de segurança europeu. O chefe da aliança reiterou a necessidade de manter o foco em defesa e reconhecer o papel dos EUA na proteção do continente.
Rutte sustenta que a pressão de Washington motivou grandes economias europeias a elevar gastos com defesa. Ele afirma que, sem Trump, o patamar de 2% do PIB para defesa não teria sido atingido com a urgência necessária para 2025.
Durante a fala, o holandês citou a assinatura de compromissos para elevar os gastos da OTAN a 5% do PIB, sob a premissa de enfrentar uma Rússia em guerra e manter a dissuasão diante de potenciais adversários. A ideia é ampliar capacidades frente a cenários de conflito.
Ele criticou a diplomacia de palavras e destacou a importância de uma postura mais firme, especialmente diante de Iran e Rússia. O discurso ressalta a percepção de ameaças regionais e a necessidade de resposta coordenada entre aliados.
Rutte também abordou a capacidade industrial europeia, apontando deficiências na produção doméstica. Ele enfatizou a importância de um escudo antimíssil e mencionou interesse em avançar com defesa no Ártico, incluindo propostas ligadas ao potencial uso do território groenlandês.
Segundo o dirigente, a rota de mísseis para o Ocidente passa pelo Ártico, o que reforça a dependência de recursos tecnológicos e financeiros dos Estados Unidos para a segurança do flanco norte da OTAN.
A visão de Rutte sustenta que a Europa precisa se manter firme para não se tornar vulnerável sem a presença americana. Em Davos, ele destacou que manter a parceria com os EUA é estratégico para evitar uma Europa fraca e dividida.
As declarações reforçam o debate sobre a cooperação transatlântica, gastos com defesa e estratégias para dissuadir rivais como Rússia, China e Iran. O contexto envolve mudanças políticas e militares que impactam a segurança europeia e global.
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