- Espanha ordenou a expulsão do embaixador da Nicarágua e de outro diplomata nicaraguense, em retaliação à expulsão de diplomatas espanhóis por Managua.
- Managua havia expulsado o embaixador espanhol e seu adjunto dias antes, em uma escalada de atrito entre os dois países.
- O Ministério das Relações Exteriores espanhol disse que as medidas são estritamente recíprocas.
- As tensões decorrem das críticas de Madrid ao governo de Daniel Ortega e do apoio a sanções da União Europeia por direitos humanos e recuo democrático.
- O embaixador espanhol em Manágua, Sergio Farre, foi designado ao posto em dezembro; a Nicarágua ainda não apresentou explicação oficial para as expulsões.
A Espanha expulsou o embaixador da Nicarágua e outro diplomata do país, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores divulgado nesta segunda-feira. A medida ocorreu em resposta à expulsão, no dia anterior, do embaixador espanhol e de seu substituto por Managua.
O ministério espanhol descreveu a decisão como recíproca e declarou que a ação de Manágua foi injusta. A pasta reiterou o compromisso de manter relações com o povo nicaraguense, mesmo diante de tensões diplomáticas anteriores.
As acusações entre os dois países se intensificaram nos últimos anos, principalmente devido à crítica de Madrid ao governo de Daniel Ortega, incluindo repressão a opositores, à sociedade civil e a imprensa independente, além de apoio a sanções da União Europeia ligadas a direitos humanos.
A recente irritação ocorreu após semanas de atritos diplomáticos, que já acumularam desmentimentos e reajustes de representantes. O embaixador espanhol em Manágua, Sergio Farre, assumiu o posto apenas em dezembro, conforme publicação oficial.
O governo da Nicarágua ainda não apresentou uma explicação oficial para as expulsões, e não houve anúncio de medidas adicionais. O episódio destaca o estado das relações bilaterais, marcadas por disputas sobre direitos humanos e democracia.
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