- Lula pediu a Donald Trump que o Conselho de Paz se limite à resolução do conflito na Faixa de Gaza e que haja assento para a Palestina.
- O Brasil foi convidado para o conselho, mas ainda não respondeu; a ausência da Palestina é apontada como um entrave.
- Ainda não está claro como o conselho funcionará; a iniciativa foi anunciada ontem por Trump, em Davos, sem participação do Brasil.
- Lula critica a proposta por restrigir o debate global e defende a reforma da ONU, incluindo a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
- O governo brasileiro, segundo interlocutores, não demonstrou entusiasmo em participar, citando a posição dominante de Trump; conversa durou cerca de cinquenta minutos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o Conselho de Paz se limite à resolução do conflito na Faixa de Gaza. O pedido foi feito durante conversa entre os dois líderes.
Lula também solicitou que o conselho tenha “preveja assento para a Palestina”. O Brasil ainda não respondeu ao convite para integrar o órgão, em meio às controvérsias sobre a ausência de reconhecimento palestino.
A iniciativa dos EUA foi anunciada ontem, em Davos, na Suíça, sem a participação do Brasil. O governo brasileiro critica a proposta por restringir o debate global e manter o veto de apenas um país.
O Planalto afirmou que Lula enfatizou a necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas, incluindo a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Interlocutores dizem que o martelo ainda não foi batido quanto à participação brasileira.
Eles conversaram por 50 minutos, segundo a assessoria presidencial. A conversa ocorreu em um contexto de discussão sobre a reforma institucional da ONU e sobre a posição do Brasil em relação ao Conselho de Paz.
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