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Trump diz que chegará a acordo com a Coreia do Sul após ameaça de tarifa

Trump afirma que EUA e Coreia do Sul vão fechar acordo após ameaça de tarifas de 25%; investimento e leis pendentes no parlamento.

KIA Motors' vehicles are parked to be exported, at a port in Pyeongtaek, South Korea, July 31, 2025. REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos e a Coreia do Sul encontrariam uma solução após ameaçar, na véspera, elevar tarifas para 25% sobre importações sul-coreanas.
  • A promessa de aumento tarifário provocou apreensão em Seul, que foi surpreendida pela publicação de Trump nas redes sociais.
  • O responsável norte-americano pela negociação comercial, Jamieson Greer, disse que as tarifas americanas já caíram de 25% para 15% em troca de compromissos da Coreia do Sul, incluindo investir 350 bilhões de dólares nos EUA, abrir mais o mercado de carros e reduzir barreiras não tarifárias.
  • Greer afirmou que o objetivo é cumprir os compromissos de agricultura, indústria e serviços digitais, algo não totalmente cumprido pela Coreia do Sul, segundo ele.
  • A Coreia do Sul aguarda a aprovação de projetos de lei no parlamento para viabilizar o investimento, ainda sem previsão de início, com perspectivas de que as votações ocorram em fevereiro.

Trump sinalizou que EUA e Coreia do Sul vão buscar uma solução após ameaças tarifárias, feitas na véspera. A declaração ocorreu enquanto o presidente comentava, de Washington, que o acordo comercial com Seul pode ser ajustado.

Em Seul, autoridades ficaram surpresas com a mensagem publicada nas redes sociais, na qual Trump prometeu elevar tarifas sobre autos e outros itens devido ao não cumprimento de compromissos do acordo assinado no ano passado.

Ao deixar a Casa Branca para discursar em Iowa, Trump afirmou que “vamos resolver isso com a Coreia do Sul”, sem detalhar as medidas futuras.

Ato de negociação

O principal negociador comercial dos EUA, Jamieson Greer, informou que as tarifas sobre bens sul-coreanos já caíram de 25% para 15% em troca de investimentos de US$ 350 bilhões, abertura maior do mercado americano para automóveis e redução de barreiras não tarifárias. Contudo, afirmou que o Congresso sul-coreano não aprovou ainda medidas para viabilizar o investimento.

Greer destacou que o déficit comercial com a Coreia do Sul atingiu US$ 65 bilhões durante a gestão Biden e enfatizou que esse cenário é insustentável e precisa mudar.

Contexto legislativo

A imprensa sul-coreana aponta que o parlamento do país não deve realizar sessão plenária até fevereiro para votar as propostas. Cinco projetos para viabilizar o pacote de investimentos estão pendentes, com otimismo de aprovação no próximo mês, segundo membros do Partido Democrata no governo.

O governo americano também expressa preocupação com uma lei sul-coreana destinada a supervisionar serviços digitais e com novas iniciativas para regulamentar plataformas online, temendo discriminação contra empresas dos EUA.

Um interlocutor próximo às negociações mencionou que Trump pode ter sido influenciado por ações regulatórias sul-coreanas contra Coupang, empresa listada nos EUA, que contesta as medidas.

Reações e próximos passos

Na quarta-feira, a chefe da diplomacia sul-coreana disse que Seul contatou o Departamento de Estado dos EUA após o veto público de Trump, destacando que não houve relação direta entre Coupang e a lei online proposta.

O chefe de política econômica Kim Yong-beom informou que a Assembleia Nacional pretende aprovar, em fevereiro, os projetos necessários para dar início ao investimento, embora reconheça que o início efetivo pode levar tempo.

O ministro das Finanças, Koo Yun-cheol, afirmou que o pacote de US$ 350 bilhões deve ser adotado o quanto antes, mas admitiu impacto de incertezas sobre uma decisão iminente da Suprema Corte dos EUA sobre as tarifas de Trump, além de mencionar a possível fraqueza do won.

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