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Dinamarca avança com leis de deportação mais rígidas, desafiando direitos da UE

Dinamarca avança com leis de deportação mais duras, arrisca choque com a Corte Europeia de Direitos Humanos e amplia medidas para crimes graves

Third international North Sea Summit in Hamburg
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  • Dinamarca planeja leis mais duras de deportação, incluindo expulsões de estrangeiros com crimes, mesmo com risco de conflito com o Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
  • O governo da primeira-ministra Mette Frederiksen afirma agir sem esperar revisão da interpretação do convênio europeu sobre imigração.
  • As mudanças, que entrariam em vigor em 1º de maio, incluem maior exigência para deportar estrangeiros condenados a um ano ou mais, além de outras medidas de controle.
  • Outros itens: identificação eletrônica para quem não tem permissão de residência, reabertura da embaixada da Dinamarca na Síria e criação de um enviado para deportações.
  • Em 2025, 839 pessoas receberam asilo nos primeiros 11 meses; a Dinamarca projeta aprovar menos de 1.000 casos no ano, com maioria procedente de Síria, Afeganistão, Eritreia e Somália.

Denmark planeja endurecer leis de deportação, mirando mais expulsões de estrangeiros condenados, mesmo diante do risco de confronto com o Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O governo afirmou que avançará com a mudança sem esperar a interpretação da corte sobre a Convenção Europeia de Direitos Humanos ligada à imigração.

A proposta foi anunciada em Copenhague pela primeira-ministra Mette Frederiksen, líder do governo de centro-direita. Segundo ela, a alteração não reflete ruptura com a Convenção, mas uma interpretação que o país considera mais alinhada aos seus objetivos de segurança e controle migratório. Parlamentares de partidos nacionalistas apoiam a medida diante do acúmulo de críticas internacionais.

A proposta prevê, a partir de 1º de maio, regras mais rígidas para deportação de estrangeiros condenados a um ano ou mais de prisão por crimes graves. Entre as medidas estão: revisões adicionais para facilitar expulsões, etiqueta eletrônica para pessoas sem visto que descumprirem obrigações de reporte e a abertura de um novo centro de acolhimento fora da UE, além da designação de um enviado especial para deportações.

Além disso, o governo considera reabrir a embaixada da Dinamarca na Síria, ponto de origem de muitos migrantes, e intensificar revisões para revogar permissões de refúgio. A coordenadora das políticas de imigração tem enfrentado pressão de aliados e eleitores, com eleições previstas até 31 de outubro.

No cenário interno, a popularidade da gestão de Frederiksen aumentou parcialmente por sua atuação no impasse envolvendo demandas de Donald Trump relacionadas a territorialização no Ártico, mas a aprovação permanece abaixo do nível atingido na eleição de 2022. A Dinamarca tem cerca de 6 milhões de habitantes, e, nos 11 primeiros meses de 2025, concedeu refúgio a 839 pessoas, com expectativa de ficar abaixo de 1.000 no ano, o menor registro desde 1983. Entre os principais países de origem dos requerentes, destacam-se Síria, Afeganistão, Eritreia e Somália.

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