- Andean Medjedovic, 22 anos, hacker canadense de Hamilton, é acusado de fraudar dois protocolos DeFi em 65 milhões de dólares.
- Os golpes começaram em outubro de 2021 (Indexed Finance), com transferência de mais de 16,5 milhões, seguidos de uma conspiração de lavagem e, em novembro de 2023, exploração do KyberSwap para lucrar com pools de liquidez.
- Foi preso em Belgrado, em agosto de 2024, durante uma etapa de extradição, mas fugiu novamente das autoridades.
- O suspeito usava o apelido “Lorenzo” em Belgrado; viajou por vários países e afirmou ter passaporte bosnio, tendo emitido alerta de Interpol Red Notice.
- Até o momento, os 65 milhões permanecem em carteiras de criptomoedas e não há localização conhecida de Medjedovic; risco de pena superior a dez anos caso não coopere.
Medjedovic, hacker canadense de 22 anos, é acusado de engañar dois protocolos DeFi em cerca de 65 milhões de dólares. Após ser preso em Belgrado, a fuga dele ocorreu durante o processo de extradição, tornando seu paradeiro incerto. O caso envolve operações em várias jurisdições.
Segundo autoridades, o suposto golpe começou em outubro de 2021, quando o investigado manipulou pools de índices de uma plataforma DeFi, drenando milhões de dólares dos investidores. Em 2023, ele teria explorado falhas de código para sacar valores de outro protocolo.
A investigação aponta que o clã de crimes incluiu lavanderia de recursos por meio de contas fraudulentas e mixers de criptomoedas. O objetivo seria ocultar a origem dos fundos obtidos com as fraudes.
Medjedovic foi detido em Belgrado em agosto de 2024, após quatro anos de evasão. Ele chegou a apresentar resistência à extradição, negando as acusações e alegando desejos de permanecer na região. O indivíduo usava apelido para as viagens.
As autoridades holandesas emitiram mandado de prisão europeu e um alerta vermelho da Interpol, após rastrearem o golpe a partir de uma viagem que incluiu Amsterdam, Istambul e Kuwait. Estados Unidos e Holanda investigam o caso.
Antes de desaparecer, o hacker teria registrado operações detalhadas sobre como movimentar dinheiro através de terceiros e sistemas de lavagem. Documentos indicam planos para criar novas identidades e contas fictícias.
O que está em jogo
As autoridades destacam que a soma roubada continua em carteiras digitais sem movimentação. O caso ressalta a dificuldade de acompanhar recursos em ambientes descentralizados, mesmo com ferramentas de rastreamento modernas.
Analistas de segurança afirmam que a evasão prolongada é improvável, mas recomendam cautela. A equipe de defesa aponta que a cooperação entre países pode acelerar a recuperação dos recursos.
Caso não se apresente, Medjedovic pode enfrentar mais de uma década de prisão e enfrentar processos em múltiplas jurisdições, com possíveis agravantes por fraude e lavagem de dinheiro.
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