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Artista sul-africana processa ministro por bloqueio da Bienal de Veneza Gaza

Artista sul-africana processa o ministro da Cultura por bloquear sua participação na Bienal de Veneza, alegando violação da liberdade de expressão

Artist Gabrielle Goliath, right, and her curator Ingrid Masondo, are demanding the high court reinstates their biennale participation.
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  • A artista sul-africana Gabrielle Goliath entrou com ação contra o ministério das artes, após Gayton McKenzie bloquear sua representação na Venice Biennale por considerar a obra “muito divisiva”.
  • A ação, movida na semana passada, também cita Ingrid Masondo, provável curadora, e James Macdonald, gerente do estúdio, pedindo a reinstalação da participação até 18 de fevereiro.
  • Goliath apresentava a videoarte Elegy, em homenagem a pessoas mortas no conflito entre Israel e Gaza, cuja exibição estava prevista no pavilão da África do Sul.
  • McKenzie justificou a decisão com preocupações sobre o tema sensível e disse que apoiar uma instalação controversa em meio a acusações de genocídio seria inadequado.

Gabrielle Goliath, artista sul-africana, ajuizou ação contra o ministro das Artes, Gayton McKenzie, após ele ter bloqueado sua participação na Veneza Biennale. A obra Elegy, que trata da morte de palestinianos em Gaza, foi considerada “divisiva”. A ação envolve Ingrid Masondo, a curadora designada, e James Macdonald, gerente do estúdio.

A queixa foi apresentada na semana passada, na tentativa de manter a participação da comitiva sul-africana no evento. O objetivo é que o tribunal reinstale a participação até o dia 18 de fevereiro, prazo para confirmar instalações aos organizadores da bienal.

Goliath reforça que a obra tem como foco a memória de vítimas de Gaza e de outras violências, destacando a importância de discutir quem tem direito ao luto público. O grupo alega violação da liberdade de expressão pela intervenção do ministro.

McKenzie respondeu publicamente, afirmando que o tema é altamente divisivo e envolve um conflito internacional amplamente polarizante. Em cartas dos últimos dias, o ministro sinalizou que apoiar uma instalação criticando Israel poderia ser inadequado diante de acusações de genocídio contra Israel.

A controvérsia envolve ainda rumores de financiamento externo à exposição sul-africana. Relatos indicam que houve consulta da Qatar Museums sobre possível financiamento, mas não houve acordo. Goliath rejeita qualquer acusação de coordenação externa.

A obra elegia três vídeos de Elegy, com homenagens a uma poeta palestina assassinada, a uma jovem sul-africana morta em 2015 e a vítimas de um genocídio na Namíbia. A ausência de confirmação da substituição da obra gerou críticas entre artistas e entidades culturais.

O governo da África do Sul abriu processo em 2023 acusando Israel de genocídio em Gaza, conforme divulgado na época. A retirada de Goliath gerou reações de instituições culturais e de partidos da coalizão governista, que cobraram esclarecimentos oficiais.

A Veneza Biennale alterna entre artes visuais e arquitetura, com pavilões nacionais organizados por governos. Em 2024, 86 nações participaram do evento. O caso atual volta a colocar o debate sobre liberdade de expressão e políticas de financiamento no centro do cenário cultural.

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