- A vice-presidente das Filipinas, Sara Duterte, enfrenta novas denúncias de impeachment em Manila, após ter sobrevivido a tentativas de destituição no ano passado.
- Grupos de direitos e ativistas a acusam de violar a confiança pública, além de corrupção e outros crimes; também alega-se que ela ignorou inquéritos do Congresso.
- Duterte é apontada como candidata de destaque à presidência em dois mil e vinte e oito.
- O advogado dela, Michael Poa, afirmou que as novas acusações não surpreendem e que a defesa enfrentará os alegados problemas pelos devidos caminhos constitucionais.
- O caso acontece em meio a uma batalha política com o ex-aliado presidente Ferdinand Marcos Júnior, com o Senado, que abriga novos aliados, atuando como jurado nos processos de impeachment.
Nas Filipinas, a vice-presidente Sara Duterte enfrenta novos pedidos de impeachment na segunda-feira, após ter sobrevivido a tentativas anteriores de afastamento no ano passado. Grupos de direitos e ativistas acusam Duterte de traição ao eleitorado, corrupção e outros crimes. O caso envolve a filha do ex-presidente Rodrigo Duterte, considerada favorita na corrida presidencial de 2028.
A defesa de Duterte afirmou que o novo desafio chega “sem surpresa” e que está pronta para enfrentar as acusações pelos canais constitucionais apropriados. O advogado Michael Poa emitiu um comunicado reiterando a disposição de enfrentar o processo.
Novo impulso nas ações contra Duterte
As novas queixas seguem padrões semelhantes aos apresentadas no ano passado e incluem supostas irregularidades no uso de recursos públicos, cobrança de propinas para contratos governamentais e ameaças contra figuras associadas ao atual presidente. Os autores também mencionam supostas manobras para obstruir investigações do Congresso.
A oposição sustenta que a constituição não permite desrespeito ao controle público e acusa Duterte de tratar fundos públicos como um “war chest” pessoal, além de bloquear a fiscalização. Duterte já rejeitou as acusações.
Contexto político e cenário eleitoral
O presidente Ferdinand Marcos Jr. enfrenta outra frente de impeachment separada. O Palácio doر Presidente respondeu que é assunto a ser decidido pelo Congresso e afirmou manter o respeito ao devido processo legal.
A disputa política no país segue acirrada, com aliados de Duterte reforçando a posição no Senado após as eleições intermediárias do ano anterior. O Senado atua como júri nos processos de impeachment.
Perspectiva e próximos passos
Analistas apontam que, ao contrário de 2025, o andamento do processo depende de decisões recentes da Suprema Corte e da composição do Senado, que passou por mudanças com as eleições intermediárias. O andamento depende ainda da cooperação de órgãos reguladores.
A cobertura cita que o presidente Marcos Jr. também está envolvido em uma reclamação de impeachment separada, reforçando a tensão política entre as casas legislativas e a atual administração.
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