- Os Estados Unidos enviaram uma pequena equipe de tropas para a Nigéria, informou o general à frente do Comando Africa (AFRICOM) na terça-feira.
- Esta é a primeira confirmação de forças americanas no terreno desde os bombardeios realizados em 25 de dezembro, segundo a reportagem.
- O objetivo é colaborar com autoridades nigerianas no combate à ameaça terrorista na região oeste africana; o tamanho e o alcance da missão não foram divulgados.
- O general Dagvin R. M. Anderson afirmou que a colaboração inclui capacidades únicas trazidas pelos EUA e que houve aumento da cooperação entre os dois países.
- O ministro da Defesa da Nigéria confirmou a atuação de uma equipe no país, sem detalhes adicionais; autoridades afirmam que ataques de Boko Haram e ISWAP continuam no noroeste do país.
A afirmação foi feita pelo general responsável pela África, AFRICOM, de que uma pequena equipe de tropas foi enviada à Nigéria. O anúncio marca o primeiro reconhecimento público de tropas americanas no terreno desde os ataques aéreos de Washington no Natal.
Segundo o general Dagvin R. M. Anderson, o envio ocorreu após acordos com a Nigéria sobre ampliar o combate à ameaça terrorista na região oeste africana. Não houve detalhes sobre o tamanho da força nem a natureza exata da missão.
Fontes oficiais destacaram que a operação ocorre em coordenação com autoridades nigerianas. A defesa nigeriana confirmou a presença de uma equipe, sem fornecer mais informações.
Desdobramentos
Um ex-funcionário americano sugeriu que a equipe atua fortemente na coleta de inteligência e apoio às forças nigerianas para ataques a grupos ligados ao ISWAP e ao Boko Haram. A Nigéria afirma perseguir combatentes, não perseguir minorias religiosas.
A Nigéria enfrenta pressão externa desde fins de 2023 para agir contra violenceis islâmicos na região noroeste. Muçulmanos e cristãos têm sido alvo de ataques, segundo relatos, com o governo negando perseguição sistemática.
A ofensiva aérea dos EUA, realizada em Sokoto, contou com coordenação com autoridades locais e resultou na morte de vários militantes do ISIS. O episódio ocorreu após alertas de intervenção do ex-presidente Trump no fim de 2024.
Reuters apurou que autoridades nigerianas e norte-americanas discutiram novas frentes de cooperação para interromper redes terroristas na região. As informações são baseadas em declarações de oficiais e fontes próximas aos acontecimentos.
Fonte: relato de repórteres em Dakar e Lagos, com apuração de correspondentes internacionais.
Entre na conversa da comunidade