- O primeiro-ministro cambodjano, Hun Manet, pediu à França documentos históricos para ajudar a resolver a disputa de fronteira com a Tailândia e escreveu a Emmanuel Macron solicitando acesso a materiais históricos e técnicos.
- A fronteira de 817 quilômetros foi mapeada pela França em 1907, quando Camboja era colônia, com base na divisória de água natural; entre os territórios disputados está o templo Preah Vihear.
- Os combates estouraram em julho do ano passado, em semanas de tensão que deixaram mortos e levaram a um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.
- Em dezembro, as hostilidades se repetiram por mais de três semanas, com até 101 mortos e mais de meio milhão de deslocados antes de um novo cessar-fogo em 27 de dezembro.
- Camboja elogiou o envolvimento construtivo da França e disse que recebe com abertura a assistência técnica, embora a embaixada francesa e o Ministério das Relações Exteriores da Tailândia não tenham comentado.
Cambodja pediu oficialmente à França documentos históricos para ajudar a solucionar a disputa de fronteira com a Tailândia. O primeiro-ministro Hun Manet enviou carta ao presidente Emmanuel Macron, solicitando acesso a materiais históricos e técnicos relacionados à fronteira. O governo cambodiano também acolheu a expertise francesa como apoio.
A fronteira de 817 km foi mapeada pela França em 1907, quando o Camboja era colônia, e utiliza a divisão de bacias hidrográficas. Territórios disputados incluem o templo hindu do século XI Preah Vihear, conhecido como Khao Phra Viharn pela Tailândia. Estados do Itamaraty francês e da Tailândia não responderam imediatamente.
Contexto e desdobramentos
O governo francês foi informado sobre o desejo de cooperação técnica e de envolvimento construtivo na resolução do conflito, segundo a nota oficial de Phnom Penh, datada de 4 de fevereiro. Hun Manet já havia indicado a disposição de Macron em ajudar em encontros anteriores.
Confrontos entre ambos os países vizinhos ocorreram pela primeira vez em julho do ano passado, após semanas de tensão iniciadas com a morte de um soldado cambojano. Cinco dias de combates deixaram 43 mortos e resultaram em uma trégua frágil mediada pela Malásia, com intervenção dos EUA e apoio a negociações.
Entre na conversa da comunidade