- Pesquisas indicam que o People’s Party é o favorito entre eleitores, com cerca de 36% de apoio em janeiro, seguido por Pheu Thai e Bhumjaithai.
- A legenda filiou-se ao histórico de vitórias de 2023, mas não conseguiu formar governo devido à falta de apoio parlamentar, diante de alianças complexas.
- A vitória de maioria absoluta é improvável; haverá necessidade de alianças, com possíveis negociações entre vários partidos e candidaturas.
- O People’s Party pode ter vantagem no voto, mas é rejeitado por rivais e enfrenta riscos legais; o Pheu Thai pode buscar aliança com Bhumjaithai para formar governo.
- A escolha do primeiro-ministro envolve até três candidatos por partido; é necessário apoio de mais da metade dos 500 deputados, com processo reitulado até definição.
O Partido Popular (People’s Party) aparece como favorito nas pesquisas para as eleições na Tailândia, segundo levantamentos realizados no fim de janeiro. A legenda reformista tem ganhado apoio entre jovens e moradores das zonas urbanas, com agenda de reformas amplas e uso intenso das redes sociais.
As pesquisas apontam o Partido Popular na liderança, mesmo com o histórico recente de instabilidade política no país. Em levantamento da Suan Dusit University, de 16 a 28 de janeiro, 36% dos entrevistados disseram apoiar o Partido Popular, frente a 22,1% do Pheu Thai e 18,9% do Bhumjaithai.
Outro levantamento, de 23 a 27 de janeiro, aponta 34,2% de apoio ao Partido Popular, 22,6% para o Bhumjaithai e 16,2% para o Pheu Thai. Ambos mostram a força da legenda reformista.
Na eleição de 2023, o predecessor do Partido Popular conquistou 151 das 500 cadeiras, o Pheu Thai ficou com 141 e o Bhumjaithai teve 71. Mesmo assim, o favoritismo das enquetes não garante vitória por maioria absoluta, o que torna prováveis alianças para formar governo.
Formação de governo
Uma maioria clara para qualquer uma das três principais siglas é improvável, exigindo coalizões. Históricos de desfechos traumáticos entre partidos aumentam a dificuldade de costurar acordos estáveis. Pactos com dezenas de de partidos menores podem determinar o caminho do governo.
A liderança de Anutin Charnvirakul do Bhumjaithai, aos 59 anos, é destacada como habilidade de negociação. Sua posição pode facilitar acordos com setores conservadores, influentes fora da política, ajudando na formação de alianças que contenham o crescimento do Partido Popular.
O Pheu Thai, tradicionalmente forte e com grande caixa financeira, tem enfrentado deserções para o Bhumjaithai e queda de popularidade. Analistas indicam que o caminho provável é uma parceria com o Bhumjaithai, mantendo peso político em negociações.
Como é escolhido o premier
Cada partido pode indicar até três candidatos a primeiro-ministro. Para vencer, é preciso apoio de mais da metade dos 500 deputados da Câmara baixa. Se ninguém obtiver o apoio necessário, o processo se repete com novos nomes, sem prazo definido.
A composição de coalizões, o tamanho das bancadas e acordos com partidos menores serão decisivos para definir quem ocupará o cargo de premier após a eleição.
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