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Fim de acordo nuclear pode gerar corrida armamentista entre três potências

Fim do New START pode abrir corrida armamentista tripolar entre EUA, Rússia e China, elevando incerteza e custos orçamentários

O ditador da Rússia, Vladimir Putin; o presidente dos EUA, Donald Trump; e o ditador da China, Xi Jinping: potências nucleares (Foto: EFE/EPA/VYACHESLAV PROKOFYEV/Doug Mills/Maxim Shemetov)
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  • O fim do acordo nuclear entre EUA e Rússia, o New Start, ocorreu em quinta-feira (5) sem confirmação de um novo acordo entre os dois países.
  • Delegações americanas e russas estariam discutindo a prorrogação do tratado, conforme fontes ouvidas pelo Axios.
  • Especialistas ressaltam que a expiração não implica, automaticamente, uma corrida armamentista tripla; o desenrolar depende das ações de cada potência.
  • Dados de think tanks apontam expansão dos arsenais de Rússia e China, enquanto os EUA reduziram alguns componentes, como SLBMs.
  • A China, não signatária do tratado, é alvo de pressões dos EUA para entrar no acordo, sob debate sobre uma possível “corrida” com três grandes potências.

O último tratado de desarmamento nuclear entre EUA e Rússia expirou nesta quinta-feira (5), sem confirmação de um novo acordo entre Trump e Putin. O New Start estava em vigor desde 2010, com renovação de cinco anos em 2021, e não houve avanço divulgado até o momento.

A eventual prorrogação não aconteceu, e a possibilidade de uma disputa tripolar, incluindo a China, passou a ser discutida. Pequim não participa do acordo, o que alimenta preocupações sobre o equilíbrio estratégico global.

O acordo limitava arsenais a 1.550 ogivas estratégicas e 700 sistemas de mísseis por país, com plataformas terrestres, marítimas e aéreas. A China, líder em expansão de armas, não integra o teto de contenção.

Rumo a uma nova etapa geopolítica

Segundo o CSIS, a expiração não implica, de imediato, corrida armamentista, mas o ciclo depende de ações das potências e de restrições orçamentárias.

Dados do Council on Strategic Risks indicam que a Rússia ampliou seu arsenal estratégico nos últimos 13 anos, especialmente em submarinos com armas nucleares. A China acelerou o crescimento de mísseis balísticos, enquanto os EUA recuaram em alguns itens.

Observa-se que os EUA priorizam defesas anti-míssil, com avanços financiados por medidas governamentais. A Rússia enfrenta déficits orçamentários agravados pela guerra na Ucrânia e por sanções. A China mantém ritmo de expansão, sem participação no tratado.

O papel da China na equação

Relatórios de satélite apontam aumento da produção de ogivas na China e reformulação de redes de instalações nucleares, segundo o The Washington Post. A comunidade internacional busca inserir a China no diálogo sobre contenção nuclear.

Especialistas sugerem que um cenário tripolar eleva o risco de erro de cálculo em crises. A “teoria dos três escorpiões” descreve um sistema em que cada país precisa se defender de dois rivais, ampliando tensões em crises.

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