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Ministério de Minas e Energia foi invadido por grupo hacker asiático

Ministério de Minas e Energia foi invadido por hackers apoiados por governo estrangeiro; ataque integra campanha global que atingiu 37 países e mira cadeias de suprimento

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  • O Ministério de Minas e Energia teve sistemas atingidos por uma campanha de espionagem digital apoiada por um governo estrangeiro, segundo a Palo Alto Networks.
  • A ofensiva, batizada Shadow Campaigns, atingiu governos e infraestruturas em ao menos 37 países ao longo de 2025.
  • O grupo TGR-STA-1030 realizou sondagens em redes governamentais ligadas a fronteiras, diplomacia e recursos naturais em até 155 países, com foco na América Latina e no Sudeste Asiático.
  • No Brasil, os ataques concentraram-se em sistemas de energia e mineração; também houve intrusões em Bolívia, Panamá, México e Venezuela.
  • Segundo o relatório, os invasores buscavam inteligência sobre negociações comerciais, políticas industriais e cadeias de suprimento, combinando phishing com exploração de falhas em softwares usados por governos e empregando o rootkit ShadowGuard.

O Ministério de Minas e Energia foi alvo de uma campanha de espionagem digital, segundo a Palo Alto Networks. A operação, denominada Shadow Campaigns, atingiu governos e infraestruturas críticas em 37 países ao longo de 2025. O Brasil teve foco em sistemas de energia e mineração.

A pesquisa aponta que o grupo identificado como TGR-STA-1030 conduziu sondagens em redes governamentais de fronteiras, diplomacia e recursos naturais em até 155 países, com atenção especial para a América Latina e o Sudeste Asiático. A ofensiva usou técnicas sofisticadas de espionagem patrocinada por Estados.

No Brasil, as ações teriam como objetivo obter inteligência sobre negociações comerciais, políticas industriais e cadeias de suprimento globais. Os invasores atuaram de modo discreto, com alvos selecionados e ferramentas personalizadas, segundo o relatório.

Contexto da operação

O grupo não atua para lucro direto, mas para obter vantagem estratégica. A ofensiva combinou campanhas de phishing com exploração de falhas em softwares como Microsoft Exchange e SAP, atingindo ministérios e até a Assembleia de um país.

Entre as técnicas destaca-se o ShadowGuard, um rootkit que dificulta a detecção em sistemas Linux. Servidores intermediários em países com leis de privacidade rígidas foram usados para mascarar a origem do tráfego.

Países-alvo e desdobramentos

Além do Brasil, houve intrusões em Bolívia, Panamá, México e Venezuela. Em alguns casos, as ações ocorreram após anúncios de acordos comerciais ou visitas diplomáticas, sugerindo espionagem econômica e política.

A notícia aponta que o Brasil está entre os alvos com maior relevância estratégica, devido às reservas de terras raras e ao crescimento de exportações do setor em 2025.

Atribuição e implicações

O relatório evita apontar um país específico como origem formal da operação, adotando uma leitura de apoio estatal sem nominar um governo. Mantém a análise de padrões compatíveis com atuação estatal.

Para especialistas, a constatação reforça a necessidade de fortalecer a cibersegurança pública. O documento cita padronização tecnológica, atualização de sistemas legados e aplicação de correções como medidas prioritárias.

Reações e próximos passos

O relatório foi divulgado em 5 de fevereiro e já foi encaminhado a governos e organizações internacionais. O Ministério de Minas e Energia não respondeu até o fechamento desta edição. A resposta oficial não foi divulgada.

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