- O Exército dos Estados Unidos informou a morte de dois supostos narcotraficantes em ataque no Pacífico, elevando o total de mortos na campanha de Washington a cento e vinte e oito desde setembro.
- A publicação afirmou que a embarcação transitava por rotas de narcotráfico conhecidas no Pacífico Leste e estava envolvida em operações de narcotráfico; nenhum integrante das Forças Armadas ficou ferido.
- Washington sustenta que está em guerra contra supostos “narcoterroristas” que atuam a partir da Venezuela, com dezenas de ataques contra barcos usados para contrabando nos Estados Unidos desde setembro.
- Não foram apresentadas evidências definitivas ligando as embarcações ao tráfico, gerando debate sobre a legalidade das operações que se expandiram do Caribe ao Pacífico.
- No fim de janeiro houve outra operação no Pacífico Leste com dois supostos narcotraficantes mortos; recentemente, parentes de dois cidadãos de Trinidad e Tobago processaram o governo por morte por negligência.
O Exército dos Estados Unidos informou que dois supostos narcotraficantes morreram em um ataque a uma embarcação no Pacífico, em episódio registrado nesta quinta-feira. A operação ocorreu no Pacífico Leste, segundo as autoridades americanas, e não houve registro de feridos entre militares.
A publicação do Comando Sul dos EUA, feita na rede X, sustenta que a embarcação transitava por rotas do narcotráfico conhecidas na região e participava de operações envolvendo drogas. O comunicado destaca ainda que nenhum militar foi atingido.
A afirmação vem no contexto de uma série de ataques promovidos por Washington desde setembro, que o governo classifica como ações contra redes de contrabando que operam a partir da Venezuela. Críticos questionam a disponibilidade de evidências que comprovem vínculos diretos com o tráfico.
Em janeiro, a Defesa dos EUA já havia anunciado outra operação semelhante no Pacífico Leste, com o saldo de dois supostos narcotraficantes mortos. A prática gerou debate sobre a legalidade das ações e seus impactos regionais.
Familiares de duas vítimas Trinidad e Tobago, mortas em ataques americanos no ano anterior, ingressaram com ação contra o governo dos EUA por homicídio por negligência. O caso abre uma discussão jurídica sobre responsabilidade em operações com mísseis.
Este é o primeiro episódio de um conjunto de ações aéreas e marítimas de Washington no Caribe e no Pacífico que culmina em mortes, segundo relatos oficiais, alimentando o debate sobre a legalidade e a finalidade das operações.
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